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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O anseio pela paz - Feliz 2011 -

Mensagem para o Ano Novo

“Graça e paz vos sejam multiplicadas, pelo conhecimento de Deus, e de Jesus nosso Senhor” (2Pe 1:2).

O Natal passou e agora se aproxima a virada do ano, o Reveillon. E, como era de se esperar, as lojas estão repletas de roupas brancas, pois a humanidade anseia, desesperadamente, pela PAZ.

A mídia faz a sua parte, veiculando a cada dia, imagens de violência, desastres e catástrofes que assolam o mundo, retratando o ódio do homem para com o seu semelhante, evidenciando que o caos está em todo lugar, levando a humanidade a almejar a tão sonhada paz, custe o que custar (inclusive pela guerra, se for preciso!).

Nesse desespero por paz, as pessoas a procuram em locais onde jamais a encontrarão (falo da verdadeira paz). Muitos são iludidos por falsas religiões (seitas); outros, pelo misticismo da Nova Era, em suas várias facetas; outros, crêem que a paz é interior e tentam de todas as formas aumentar a auto-estima, apelando para a Psicologia ou outras falsas ciências (1 Tm 6:20). [tem até “crente” apelando para a meditação transcendental e a tal oração contemplativa...].

Ocorre que a paz que o mundo oferece é uma falsa paz, passageira, ilusória. Uma paz que dura poucos momentos, como uma droga e, quando passa o efeito (seja essa paz alcançada por uma droga, propriamente dita, ou através das ilusões da Psicologia e das técnicas místicas), tudo volta ao status quo, e a pessoa vê-se novamente atolada em seus problemas e se desespera.

Neste fim de ano, como em tantos outros, as pessoas vestir-se-ão de branco, ansiando pela paz. Porém, só há uma maneira da humanidade obter a verdadeira paz: pela fé em Jesus Cristo. Vejamos o que Ele mesmo nos disse:

“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (Jo 14:27).

Quando um ímpio, iludido, veste-se de branco da cabeça aos pés, pula 7 ondas no mar, oferece “presentes” aos ídolos, faz simpatias, etc, em busca de paz no ano porvir, isto retrata perfeitamente o estado de perdição e ilusão em que se encontra. Eles se vestem de branco, pois “... não conheceram o caminho da paz” (Rm 3:17). Jesus Cristo disse: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (Jo 14:6).

Coisa completamente diferente (e lamentável) é vermos aqueles que se dizem “crentes” imitarem o mundo e se vestirem de branco, nesta época do ano, em busca de paz ...

Uma coisa que sempre me surpreende, desde quando me converti ao Senhor Jesus Cristo, é ver como certas “tradições”, sejam elas pagãs ou “cristãs”, são incorporadas às igrejas ditas “evangélicas”. Não consigo compreender como os crentes desejam tanto imitar o mundo e tudo o que nele há [Seja festejando o Natal, o Carnaval (blocos, trios elétricos e marchas “evangélicas”...), Festas Juninas, etc].

O fato de se usar uma roupa de cor branca, por si só, não é proibido ao crente. Mas, nesta época do ano, período em que o mundo apela ao misticismo, na esperança de obter a paz, não deveríamos fazer o mesmo, pois isso contraria a nossa fé.

Sei que pode parecer radicalismo da minha parte, mas, se não devemos imitar o mundo, muito menos deveríamos fazê-lo nas épocas de festividade pagã e agora na virada do ano.

Fico pasmo ao ver, nos cultos de fim de ano, a congregação repleta de pessoas vestindo-se de roupas brancas, anotando bilhetes com os desejos e projetos para o ano seguinte, depositando-os no altar, etc e clamando pela paz [quando não é o próprio pastor que assim se apresenta... Lamentável!].

A PAZ faz parte do fruto do Espírito: “Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança” (Gl 5:22).

Devemos, sim, orar pela paz no mundo e, principalmente, em Jerusalém, pois a Bíblia assim o determina “orai pela paz de Jerusalém; prosperarão aqueles que te amam” (Sl 122:6), haja vista que nesses tempos finais, Jerusalém será o centro das atenções e problemas mundiais...

Vale lembrar que quando nos convertemos (e não apenas nos “convencemos”), nascemos de novo, somos novas criaturas. A Palavra de Deus nos diz que “... tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5:1).

A Bíblia não diz que “talvez tenhamos paz”, ou que “se fizermos alguma coisa teremos paz”. Mas ela nos afirma que “... a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus” (Fp 4:7). Esta é a promessa. Temos PAZ em Jesus Cristo!

Isso não significa que, após a conversão, os problemas deixarão de existir. Nem que seremos ricos. Muito menos significa ausência de doenças. Jesus disse: “tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (Jo 16:33).

Crente, tenha bom ânimo! Jesus venceu o mundo! A PAZ já nos foi concedida!

A humanidade vai mais uma vez se banquetear e festejar, em busca de paz. Mas a Palavra de Deus nos afirma que “... o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Rm 14:17).

Eles vão obter a almejada (mas falsa) paz através do ecumenismo e da globalização política, econômica e (o que é pior) religiosa. Em nome do amor (mas, em sacrifício da verdade), as religiões unir-se-ão em torno de um líder mundial (um ditador, o anticristo), que forjará a tão desejada paz mundial. Eles querem a paz, não a verdade. Sabemos que a verdade divide e, por isso, o mundo não quer a verdade (a Palavra de Deus), somente a paz...

Diante desse quadro tenebroso que se aproxima, compete a nós, crentes nascidos de novo (esta expressão é um pleonasmo necessário nesses tempos de apostasia), anunciarmos ao mundo o único caminho para a verdadeira e duradoura paz.

Devemos fazê-lo com urgência, pois o anseio do mundo pela paz, irá ser atendido brevemente (ao que tudo indica) e, sabemos que “... quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão” (1Ts 5:3).

Em Apocalipse 6:4, lemos que essa paz ilusória durará muito pouco tempo: “E saiu outro cavalo, vermelho; e ao que estava assentado sobre ele foi dado que tirasse a paz da terra, e que se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada”.

Portanto, irmãos, que neste fim de ano, estejamos “vestidos de santidade” e não apenas de um branco exterior e possamos refletir a verdadeira paz, a paz que só possuem aqueles que têm Jesus Cristo como Único e Suficiente Salvador e Senhor.

“... Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas” (Rm 10:15).

pr.iloir@yahoo.com.br

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

A Glória do aniversariante

O Verdadeiro Natal

Sem dúvida, o Natal é a data mais festejada do cristianismo. Nem mesmo os ateus conseguem fugir do Natal, e de uma ou outra maneira são confrontados com essa festa. Mas até que ponto conseguimos realmente compreender o significado do Natal?

Em pensamentos sempre lembramos da estrebaria e da criança na manjedoura. Mas esse é apenas um dos fragmentos visíveis do que aconteceu naquela ocasião. O Natal é muito mais. Ele é a primeira ligação entre o céu e a terra. Trata-se de um encontro da glória invisível de Deus com a nossa existência humana. O eterno e poderoso Deus, uma personalidade que não pode ser compreendida pelo nosso raciocínio, um poder que não pode ser expresso em palavras, enviou o Seu Filho Jesus para a terra. Cristo, o Filho de Deus, teve de tornar-se homem!

Certamente Deus poderia ter agido de outra maneira. Ele poderia ter dado uma aparência sobre-humana a Seu Filho, como a um anjo, enviando-O para a terra. Mas assim Jesus não ter-se-ia tornado homem, e Ele também seria sempre visto somente como um ser sobrenatural.

Jesus tornou-se homem. Ele começou a Sua vida como todos nós: Ele nasceu num mundo perdido. Ele não teve nenhum lar seguro, pois pobreza, inquietação e fuga caracterizaram os primeiros dias da Sua vida. Com Ele aconteceu exatamente o mesmo que ocorre a milhões de pessoas em nossos dias. Jesus foi homem como nós. Esta é a verdade sóbria do Natal. Mas a mensagem do Natal é o esplendor da glória de Deus que paira sobre todos esses acontecimentos. Embora Jesus tivesse se tornado homem, Sua verdadeira glória não pôde permanecer oculta. Até os magos do longínquo Oriente reconheceram: lá em Belém nasceu alguém que é mais que simples homem! Eles O procuraram e tiveram um encontro com Jesus. O Natal é o convite de Deus a nós seres humanos: venham, vejam meu Filho! O verdadeiro encontro com Jesus, o verdadeiro Natal, também fez com que os magos do Oriente mudassem os seus planos de viagem: "Sendo por divina advertência prevenidos em sonho para não voltarem à presença de Herodes, regressaram por outro caminho a sua terra" (Mt 2.12). O encontro com Jesus protegeu-os de um novo encontro com o Seu adversário.

O Natal também é uma ordem de Deus a nós: siga por outro caminho! O grande perigo em relação ao Natal está na tradição exterior. Brilho de luzes e cânticos de Natal não fazem o Natal. Ele somente torna-se uma festa verdadeira se encontrarmos Jesus de verdade e se por meio disso ocorrer uma mudança no rumo da nossa vida. O encontro com Jesus abre os nossos ouvidos interiores para a exigência do Altíssimo: siga por outro caminho! Estamos dispostos a obedecer ao que Deus nos ordena?

" NÃO TRANSFIRA A HONRA E GLÓRIA, QUE É EXCLUSIVAMENTE DE JESUS , A PAPAI NOEL OU QUALQUER OUTRA FIGURA LENDÁRIA. "

Pastor Iloir Silva
pr.iloir@yahoo.com.br

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

O Que Podemos Aprender no Vale de Ossos Secos

Texto: Ezequiel 37.1-14

Introdução
•O contexto é de desolação. O povo está no exílio.
•Ezequiel 20: 32 diz que eles não criam mais em Deus.
•Ezequiel 37:11 e Ezequiel 37: 2. Ossos, não apenas secos, sequíssimos.

Nosso Deus é o Deus da esperança.
•Diante das pressões do mundo, vem o desânimo.
•Vale a pena ser um crente? Nos sentimos como ossos secos.
•Em Deus está toda a nossa esperança.
•Ezequiel 37:1 - 2. "Veio sobre mim a mão do Senhor".

Nosso Deus é o Deus do impossível.
•Ezequiel 37:3. Poderão viver esses ossos?
•Ilustração: Gênesis 18:14. Existe coisa difícil ao Senhor?
•A resposta humana à pergunta de Deus é não.
•A resposta do profeta: "Tu o sabes Senhor". É uma resposta de um homem de Deus.

Nosso Deus é o Deus que vivifica.
•Ezequiel 37: 6 "...e poreis o espírito e vivereis "
•Ilustração. Livro: Esgotamento Espiritual. Nós é que ficamos esgotados. Deus jamais.
•Para a frieza, o desânimo, o remédio é uma ação do Espírito Santo.

Nosso Deus fala e cumpre.
•Ezequiel 37:14b. "Eu o Senhor disse e fiz"
•Ezequiel 12:25. A mesma palavra.
•Isaías 43: 13 "... operando eu, quem impedirá?
•Só ele tem o poder para cumprir o que fala.

Conclusão
•Deus da esperança. Deus do impossível. Deus que vivifica. Deus que fala e cumpre.
•Vamos deixar este Deus, o único Deus, ser o nosso Deus.


pr.iloir@yahoo.com.br

domingo, 19 de dezembro de 2010

Deus Que Sempre Vai Ajudar

Sl. 12.5 / Is.41.10

INTRODUÇÃO:
Na nossa pequena mente as vezes pensamos que Deus não pode fazer ainda grandes coisas, Deus sempre está pronto para ajudar, mas neste esboço, há quatro classes que Deus se interessa e age imediatamente.
Ele quer ajudar:

1) OS CANSADOS E SOBRECARREGADOS
CANSADOS da vida, dos problemas, das dificuldades, desanimados (há uma carga pesando na sua vida?) Deus quer dar o alívio imediato, Deus se preocupa sim com sua vida cansada, sem ter esperança, sem ter paz, Ele vai te tirar agora esse peso que você não consegue nem caminhar nesta vida (Mt. 11:28 ; Sl. 10:18)
OS SOBRECARREGADOS (Os oprimidos) - São aqueles que sofrem opressões tanto do mundo como das pessoas e as demoníacas - há gente que vai a terreiros dizem lá que vai descarregar tudo, mas voltam como mulas e cavalos de cargas de Satanás e seus demônios, Jesus agora vai tirar esse peso essa opressão, você vai dormir em paz tranqüilo (Sl. 4:8), Jesus vai te libertar neste culto, a opressão vai sair, os demônios vão fugir. Há poder no sangue de Jesus doenças serão eliminadas, Ele quer tirar o peso da opressão, se você quer levante a tua mão (Você que está ministrando cuidado fique atento pois demônios podem neste momento tentar oprimir vidas que ainda estão sendo escravizadas nesta mensagem eu tive uma experiência). Jesus quer libertar e ajudar essas vidas.

2) OS DECEPCIONADOS E AMARGURADOS - Mas Jesus nunca decepciona ninguém
DECEPÇÃO (é a desilusão, é o desenganado, é o caído) - Mas Jesus se levanta do trono agora.
AMARGURA - É a tristeza colocando suas garras e invadindo o coração do homem, deixando raízes profundas na alma (oh cansado, oh amargurado, oh triste Jesus vai te ajudar)

Ele ajudou RUTE (Rt. 1:20)
Ele ajudou Ana (I Sm. 1:10)
Ele ajudou o paralítico de Betesda (Jo. 5:5-8)

Ele vai te ajudar agora

3) OS DESESPERADOS E AFLITOS - aqueles que perderam... tudo e ainda mais...
Perderam a vontade de viver, a esperança de acreditar em alguma coisa (mas creia somente Maria e marta estavam em aflição seu irmão morreu (Lázaro) , mas Jesus disse se creres verá a Glória de Deus, creia que Ele está te vendo agora nesta aflição.

Ele viu Daniel na cova.
Ele viu Ananias, Misael e Azarias (Sadraque, Mesaque e Abedenego), na fornalha ardente.
Ele viu as multidões como ovelhas sem pastor.
Ele viu o choro de Hagar no deserto.
Ele viu Jó na aflição depois de todas as percas possíveis que um homem pode ter na vida.
Ele quer mudar essa insegurança, de quem está inseguro, Ele quer tirar o sofrimento desta ansiedade (I Pd. 5.7; Jó . 6.26; Gn. 16:17; Jo. 16.33).

4) OS QUE NÃO TEM SALVAÇÃO
Os deuses, ídolos, homens, objetos, mantras, simpatias, benzimentos, pagamento de promessas, velas a mortos não tem o poder de salvar a vida do homem, não podem salvar - Só em Jesus Cristo temos a salvação Ele quer te salvar (At. 4.22; Fp. 2.12; Rm 13:11).

CONCLUSÃO:
Deus quer te ajudar agora, basta você chegar até a Ele, aquele que vem a Mim de modo nenhum Eu lançarei fora.

pr.iloir@yahoo.com.br

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Escondido Pelo Propósito de Deus

Em 1 Livro dos Reis 17.3 diz:

"Vai-te daqui, e vira-te para o oriente, e esconde-te junto ao ribeiro de Querite, que está diante do Jordão." 1 Reis 17.3

Deus mandou Elias se esconder.
A rede de investigadores de Acabe não pôde encontrar Elias por que, quando Deus esconde você, você fica escondido.
Quando Deus protege você, você está divinamente protegido. Você não precisa ter medo, quando está debaixo do programa de proteção de Deus.
Por que Deus daria a Elias uma mensagem para pregar e, então, mandaria a um lugar para ficar escondido? Isso não parece lógico. Mas existe uma razão: o lugar onde Deus nos oculta sempre é um lugar de preparação e provisão. Essa mensagem pode ter sido desconcertante, mas também tinha um grande propósito. Todas as vezes que Deus está preparando homens e mulheres para grandes tarefas que estão por vir, Ele, invariavelmente, os manda para um esconderijo. Existe inúmeros e diversos exemplos bíblicos de pessoas que ficaram escondidas em função dos propósitos de Deus.
José: 13 anos permaneceu escondido para então ser governador do Egito. Moisés, Ester...até mesmo nosso Senhor ficou "escondido" em Nazaré por trinta anos até que chegasse o tempo - o momento certo para o início de sua missão redentora.
Junto (perto) ao Ribeiro de Querite - é onde Deus enviou e guardou Elias. Contudo, não subestime a importância desse ambiente. Deus estava trabalhando externamente por meio dele. Conforme Elias olhava para as rochas, aprendia sobre a rocha da sua salvação. Quando via as árvores, lembrava-se das palavras do salmista que disse que as árvores plantadas junto aos riachos e ribeiros iriam florescer a seu tempo. Conforme o estudava o riacho borbulhante, descobria que do interior de seu coração poderiam fluir rios de água viva. Conforme avistava os corvos e sentia a providência do Senhor - apreendia depender d'Ele.
Em Querite, a universidade divina para Elias, Deus disse ao seu servo: "Beba água do riacho". Deus enviara o profeta para um lugar que, por sua natureza, protegeria o profeta da seca. O riacho era a provisão natural para Elias. Mas também havia um estoque de provisão sobrenatural para Elias. Deus disse a ele: "Dei ordens aos corvos para o alimentarem lá". Quando você está no esconderijo de Deus, Ele vai contratar um serviço de alimentação e provisão sobrenatural para cuidar de você.
Eu tenho uma interrogação ao seu coração: você está oculto pelos propósitos de Deus? Confie que Ele vai satisfazer suas necessidades, Jeová-Jiré proverá. E Ele providenciara uma saída do seu esconderijo no tempo que lhe aprouver - esteja certo disto. Mas uma coisa que aprendi assim como Elias é que a maioria dos riachos secam em algum momento. Os negócios secam. Os relacionamentos podem secar-se. Os riachos acadêmicos secam. Os riachos materiais e alguns espirituais secam. Quando isso acontece, Deus diz: "Não se preocupe, meu filho, minha filha: pois estou planejando fazer coisas maiores e melhores". Riachos secos não perturbam a Deus. Ele sempre tem um plano.
Amado do coração de Deus, se você está em um lugar de provisão, é possível que áreas de sua vida pareça estar numa total desorganização, mas esteja certo de que Deus está trabalhando nos bastidores de acordo com seu plano e seu tempo. Está é a palavra do Senhor ao seu coração! Acredite breve virá a palavra no seu esconderijo, onde você estiver: "Vá até Serepta" e depois disto vem a palavra do Senhor novamente então dizendo:
"Mostra-te a Israel" O tempo da promessa chegou!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Ampliar a Visão Para Reter a Conquista

Textos Bíblicos
Gn 13.14-15, I Reis 18.41-46 e Ezequiel 37.1-14

Introdução
Deus é um Deus grande, que valoriza as coisas pequenas, mas a sua visão é grande. A Bíblia diz que Seus pensamentos são mais altos que os nossos, por isso para relermos a grande conquista obtida precisamos ampliar a nossa visão, pois atrás desta conquista outras maiores virão, e não podemos perder nada do que conquistamos e do que conquistaremos. Pois temos um decreto sobre nós de sermos mais do que vencedores.
Muito do que conquistamos não prospera ou não vai à frente porque temos às vezes uma visão pequena ou uma visão atrofiada, alguns problemas como uma miopia ou estigmatismo na visão espiritual. E aí o que conquistamos se é perdido por falta de visão. Você já ouviu isto: 'Fulano tinha tudo para prosperar, mas infelizmente não teve visão do que era para fazer, por isso perdeu...' infelizmente esta história tem se repetido na vida de muitos. Mas eu quero declarar agora uma cura divina na sua visão espiritual, emocional e profissional, e você não somente vai conseguir reter a sua conquista, mas fará da sua conquista a conquista mais próspera.
Chegou a hora de ampliarmos a nossa visão não só para conquistarmos coisas maiores, mas para retermos o que conquistamos.
O que é ampliar? - ampliar é tornar amplo, tornar algo em grandes demissões, muito extenso, espaçoso, vasto, sem restrições, ilimitado.
Ampliar a visão é um sinal no reino do espírito de conquista.A nossa visão pode limitar a nossa ação. E ação limitada é ter uma conquista limitada.

*Para que ampliarmos nossa visão?
Para possuirmos até onde nossa visão for (Gn. 13: 14 e 15)
Deus falou para Abrão 'ergue os seus olhos e olha'. Em outras palavras Deus estava dando uma ordem para Abrão 'CONQUSITA' e 'CONSOLIDA SUA CONQUSITA', mas para conquistar ele tinha que ampliar sua visão.
'Ergue os olhos e olha', tem pessoas que erguem até os olhos, mas não conseguem olhar, enxergar aquilo que Deus fez e aquilo que Ele quer dar para que elas possam possuir. Deus falou a Abraão 'olha desde onde estás... porque toda essa terra que VÊS Eu te darei'. Querido é até onde a sua visão for é que Deus te dará, é a medida daquilo que conseguirmos ver, mas esse ver não está ligado ou limitado a visão física, mas a sua visão espiritual, ou seja, à medida que você crer.
Quando Deus falou a Abrão ergue os seus olhos, Ele estava dizendo o seguinte não pare o seu olhar neste mundo natural, não pare o seu olhar nas dificuldades, não para o seu olhar nas traições e dores, mas ergue os seus olhos e veja além do quê olhos físicos vêem, veja além daquilo que você possa apalpar, pois é isto que Deus te dará e fará você reter o que conquistou.

Precisamos ampliar nossa visão para vermos o que ninguém está vendo (I Reis 18: 41-46)
Que visão tremenda, alguns poderiam ter visto uma nuvem pequena como a palma de uma mão de um homem e nem se comoveram com aquela nuvem, mas Elias viu o que ninguém viu por que tinha uma visão ampliada e falou: manda Acabe correr porque a chuva vai cair, e não demorou e a grande chuva caiu.
Para alguns pode ser somente mais uma oportunidade, mas para aquele que tem uma visão apurada sabe que é, mas que uma oportunidade é a hora de alcançar e de se reter o que alcançou. Peça a Deus que Ele amplie sua visão.
Alguns talvez que estivessem perto de Elias, quando ele mandou o recado para Acabe, deveriam estar comentado o seguinte: eu não estou vendo nem sinal de chuva, olha só que nuvem pequena como poderá vir chuva?
Talvez os mesmos que fizeram tal comentário, quando a chuva caiu deveriam ter ficado estatelados, pois o diagnósticos deles foi estraçalhado por um profeta de visão. Assim será com você também, os diagnósticos de muitos serão rasgados porque você recebeu uma visão ampliada que irá reter sua conquista, e o que muitos não enxergam hoje daquilo que você vê, amanhã não teram como contestar, pois verão o que a sua visão o fez conquistar ou receber.

Para conseguir ver um exército se levantando no meio de um vale de ossos secos. (Ezequiel 37: 1-14)
Ter visão ampliada para profetizar vida mesmo que seja diante de um vale de ossos secos, diante de sepulturas e ver um exército se levantando.
Quem poderia crer que aquela situação poderia produzir um exército só quem tem sua visão ampliada em fé.
Eu não sei qual situação que você está vivendo hoje, mas eu sei que se a sua visão não estiver na situação que você vive hoje e estiver naquilo que você crer, você irá conseguir vencer. Ter visão ampliada significa olhar a situação além, a olhar por fé e ver o que ninguém está vendo hoje, mas você vê porque crer, nós não vivemos por vista humana, mas vivemos por fé, ou seja, por aquilo que cremos. Hoje é um vale de ossos secos, mas amanhã se tornará num exército poderoso. Creia nisto e verás a diferença em sua vida.

Conclusão
Peça a Deus visão ampliada para conquistar coisas maiores, aquelas que ninguém vê e nem acredita, mas que você me Deus consegue ver. Peça a Deus visão para reter aquilo que conquistou e Deus te dará.
Mas comece retirando todas as escamas que te empeçam de ver, retirando toda incredulidade, toda comodidade e receba agora, agora uma nova visão, uma visão ampliada.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Andando Sobre as Ondas

Mateus 14.22:33

Depois de um dia de muita agitação e trabalho, Jesus manda seus discípulos, entrarem num barco e atravessar o mar da Galiléia, porque ele queria um momento a sós com Deus.
Os discípulos foram então segundo a ordem de Jesus, mas em meio a viagem vieram percalços que eles não podiam controlar, mas dependiam de uma ação sobrenatural de Deus para enfrentá-la.

Jesus os mandou entrar no mar
Num primeiro momento, poderia parecer aos díscipulos, que Jesus os havia colocado em uma fria, uma situação totalmente desfavorável, eles podiam imaginar, que Jesus sabia que a tempestade viria e que os enviou sózinhos, para que ele se livrasse da tempestade e do naufrágio do barco.
Jesus nunca nos deixa em qualquer situação Mt. 28:20, ele nos comprou por preço do seu próprio sangue, então ele não nos deixa, mas quando ele nos manda enfretar uma situação díficil é para que o seu poder se manifeste em nossas vidas.

Jesus anda sobre as ondas
Os díscipulos não estavam ainda acostumados com o sobrenatural na vida de Jesus, em meio aquela confusão, eles imaginavam que fosse um fantasma e não reconheceram o livramento que estava vindo em sua direção, Mc 6:52, nos fala que ainda o coração deles estavam endurecidos, porque, não haviam entendido o milagre da multiplicação.
Muitas vezes nós não nos abrimos para que o livramento sobrenatural de Deus venha em nossas vidas, ficamos aguardando apenas nas coisas naturais, o aumento do salário, um escape humano, mas Deus em cristo que existe um livramento sobrenatural que está a caminho em meio as nossas tribulações.

Jesus exorta os díscipulos a terem bom ânimo em meio as tribulações
Poderia parecer estranho, Jesus poderia ter dito tantas palavras de conforto, mas, ele disse duas palavras chaves, para enfrentarmos as dificuldades; tem bom ânimo e não temas, quando você não é roubado no teu ânimo e não tem temor, você já é vencedor, porque, os teus cuidados, os teus caminhos estão nas mãos do Senhor, e o inimigo não tem como impedir a tua virada de posição.

Jesus nos ensina a andar sobre as ondas
Jesus nos mostrou que é possível andar sobre as ondas, quando ele chamou Pedro, Pedro teve que vencer a barreira do sobrenatural para andar por sobre as ondas, porém, Jesus provou que é possível andar sobre as ondas, basta que:
4.1. Estejamos olhando para ele, com os olhos fixos em Jesus sem desviar-se por nada, nós andamos sobre as ondas, quando pedro tirou os olhos de Jesus e percebeu o vento que batia em seus rosto ele perdeu o poder de andar sobre as ondas.
4.2. Pela fé - Jesus chamou pedro de homem de pequena fé, porque duvidaste? Muitas vezes estamos andando por sobre as ondas e duvidamos do livramento completo, então afundamos porque faltou fé, Jesus te chama a andar sobre as ondas, num mar de dificuldades, num mundo cheio de problemas, estamos constantemente sendo colocados em chek, por todas sorte de situações desfavoráveis, e somente poderemos vencê-las andando por sobre as ondas com Jesus.

Tome uma atitude e hoje ande com cristo sobre as ondas.


Pastor Iloir Silva
pr.iloir@yahoo.com.br

Quando o Altar Está Quebrado

I Rs 18.27-30

Introdução:
Satanás, vai fazer de tudo para destruir seu altar, ele vai tentar de tudo para derrubar você espiritualmente pois sabe que quando estamos com um altar diante do Senhor, acontece grandes vitórias e Deus faz maravilhas.

Homens que tinham um altar diante do Senhor:
1.Nóé tinha um altar (Gn 8.20)
A resposta que Noé precisava de Deus veio logo quando ele colocou um animal limpo diante do altar (temos que nos colocar em sinceridade e limpeza diante de Deus)
Noé ofereceu o melhor, vamos oferecer também em nosso altar a nossa sinceridade. (forma de concertar - ser sincero quando chegamos ao altar)

2. Abraão tinha um altar (Gn 22.9)
Colocou em ordem a lenha no altar para o Senhor responder
Temos colocado e dados motivos para que o Senhor responda? (lenha = combustível, na vida do crente oração é o combustível) - (forma de concertar - manter a lenha sempre no fogo, ou seja ter uma vida de oração e comunhão em espirito)

3. Gideão também preparou seu altar (Jz 6.18)
Ele foi aprovado em sua chamada (Deus o escolheu)
Pois Deus preparou tudo de acordo com os propósitos e vontade de Deus (quando preparamos nosso altar Deus coloca em prática seus projetos). Ele livrou Israel dos Midianitas. (forma de concerto - Deixar tudo na vontade de Deus e ser submisso)

4. Davi também tinha um altar (I Cr 21.26)
ele sabia do peso que era estar com o altar em ordem.

5. (Hoje nós seus servos)
a igreja deve estar com o altar em ordem para que venha a resposta de Deus e alcançar vitórias (Hb 13.10-15), oferecendo o melhor para o Senhor Jesus - O que podes oferecer??? o que tens oferecido? onde tem sido tuas falhas? O frutos dos lábios para Deus e não para o mundo (crente deformado) de segunda a sexta fala palavrões, xinga sua mulher, canta música do mundo, ai vai no domingo para a igreja e depois quer que o fogo caia??? (até quando coaxareis entre dois senhores Baal (mundo) ou o Senhor Jesus (igreja) seus lábios devem glorificar Jesus quando a igreja tem altar da vida colocada nas mãos do Senhor, Deus responde suas orações e é só vitória (At 12)

Conclusão:
Como vai teu altar irmão? não está na hora de você deixar o Espírito Santo concertar e reparar essas trincas? é hora de se quebrantar deixe agora o Oleiro te visitar e te fazer um vaso novo.


Pastor Iloir Silva
pr.iloir@yahoo.com.br

O Avivamento na Vida de Ezequiel

Introdução:
Histórico do livro de Ezequiel é a Babilônia durante os primeiros anos do exílio babilônico (593-571 a.C.). Nabucodonosor levou cativos os judeus de Jerusalém para a Babilônia em três etapas:

em 605 a.C.,
Jovens judeus escolhidos foram deportados para Babilônia, entre eles Daniel e seus três amigos;
em 597 a.C.,
10.000 cativos foram levados à Babilônia, estando Ezequiel entre eles;
em 586 a.C.
As forças de Nabucodonosor destruíram totalmente a cidade e o templo, e a maioria dos sobreviventes foi transportada à Babilônia. O ministério profético de Ezequiel ocorreu durante a hora mais tenebrosa da história do AT. Ezequiel, cujo nome significa “Deus fortalece” era de família sacerdotal (1.3) e passou os vinte e cinco primeiros anos da sua vida em Jerusalém. Estava se preparando para o trabalho sacerdotal do templo quando foi levado prisioneiro à Babilônia em 597 a.C. Uns cinco anos mais tarde, aos trinta anos (1.2,3), Ezequiel recebeu sua chamada profética da parte de Deus, e a partir daí ministrou fielmente durante vinte e dois anos, pelo menos.
Ezequiel tinha uns dezessete anos quando Daniel foi deportado e, portanto, os dois eram praticamente da mesma idade, a poderosa visão que Ezequiel teve da glória e do trono de Deus (cap. 1) e o encargo divino que o profeta recebeu para seu ministério profético (2; 3) simbólicos. Os capítulos 7.2,5 descrevem como Deus levou Ezequiel a uma visão para profetizar que o fim viria contra a cidade. Depois da queda de Jerusalém, Ezequiel profetiza a respeito do avivamento e restauração futuros, quando, então, Deus será e dará aos seus um“ novo coração” e um “novo espírito” (cap. 36).
Neste contexto surge a famosa visão de Ezequiel, de um exército de ossos secos que ressuscitam mediante a mensagem profética (cap. 37). “MAS EZEQUIEL , via um vale que Deus mostrava a situação

1. Tinham muitos mortos (ossos), não tinham vida, estavam todos em Ruínas, a Glória de Deus já tinha se retirado, estavam vazios.
2. Sem ânimo de vida , V.s 3 estavam todos e o profeta vê e se lamenta perde o ânimo Deus faz a pergunta??? Há uma pergunta da parte de Deus para você? podem??? Que podemos fazer pelo avivamento???
Ezequiel viu a esperança perdida, não haviam esperança pois estavam mortos precisava de uma visitaçào do poder de Deus, precisava da dinâmica do Espírito. Se queremos nestes últimos dias um grande despertamento Espiritual no meio da igreja do Senhor.
Estamos vivendo em alguns lugares o momento crítico, assim como Deus levantou Ezequiel no momento em que o povo estava passando por dificuldade, assim é a vontade de Deus de levantar jovens, homens, mulheres cheios do Esp. Santo, cheios de graça para trazer um grande Avivamento no tempo do fim.
Precisamos ter bom animo. Ezequiel precisava ter um encontro poderoso com a palavra, avivamento vem pela palavra, a palavra traz a substância.
O efeito foi na hora Vs 8,9 resurgiu em sua frente um grande exercito.
Deus quer fazer um povo revestido de poder.


Pastor Iloir Silva
pr.iloir@yahoo.com.br

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

As 4 leis espirituais

1 Primeira
Lei Deus ama você e tem um plano
maravilhoso para sua vida.
O AMOR DE DEUS
" Pois Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho unigênito para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna." (João 3:16)

O PLANO DE DEUS
Cristo afirma: "Eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente" (uma vida abundante e com propósito). (João 10:10)

Por que a maioria das pessoas não está experimentando essa "vida abundante"?
Porque…

2 Segunda Lei O homem é pecador e está separado de Deus; por isso não pode conhecer nem experimentar o amor e o plano de Deus para sua vida.

O HOMEM É PECADOR
"Pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus..." (Romanos 3:23)

O homem foi criado para ter um relacionamento perfeito com Deus, mas por causa de sua desobediência e rebeldia, escolheu seguir o seu próprio caminho, e seu relacionamento com Deus desfez-se. Este estado de independência de Deus, caracterizado por uma atitude de rebelião ou indiferença, é evidência do que a Bíblia chama de pecado.

O HOMEM ESTÁ SEPARADO
"Pois o salário do pecado é a morte..." (separação espiritual de Deus) (Romanos 6:23)

Deus é santo e o homem é pecador. Um grande abismo separa os dois. O homem está continuamente procurando alcançar a Deus e a vida abundante através dos seus próprios esforços: vida reta, boas obras, religião, filosofias, etc.

A Terceira Lei nos mostra a única resposta para o problema dessa separação...

3 Terceira
Lei Jesus Cristo é a única solução de Deus para o homem pecador. Por meio dele você pode conhecer e experimentar o amor e o plano de Deus para sua vida.
ELE MORREU EM NOSSO LUGAR
"Mas Deus demonstra seu amor por nós pelo fato de ter Cristo morrido em nosso favor, quando ainda éramos pecadores." (Romanos 5:8)

ELE RESSUSCITOU DENTRE OS MORTOS
"Cristo morreu pelos nossos pecados... foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras... e apareceu a Pedro e depois aos Doze. Depois disso apareceu a mais de quinhentos..." (1 Coríntios 15:3-6)

ELE É O ÚNICO CAMINHO
"Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim." (João 14:6)

Deus tomou a iniciativa de ligar o abismo que nos separa Dele ao enviar seu Filho, Jesus Cristo, para morrer na cruz em nosso lugar, pagando o preço dos nossos pecados.

Mas não é suficiente conhecer essas três leis...

4 Quarta
Lei Precisamos receber a Jesus Cristo como Salvador e Senhor, por meio de um convite pessoal. Só então podere- mos conhecer e experimentar o amor e o plano de Deus para nossa vida.
PRECISAMOS RECEBER A CRISTO
"Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus." (João 1:12)

RECEBEMOS A CRISTO PELA FÉ
"Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé; e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie" (Efésios 2:8-9)

RECEBEMOS A CRISTO POR MEIO DE UM CONVITE PESSOAL
Cristo afirma: "Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei..." (Apocalipse 3:20)

Receber a Cristo implica arrependimento, significa deixar de confiar em nossa capacidade para nos salvar, crendo que Cristo é o único que pode perdoar os nossos pecados. Não é suficiente crer intelectualmente que Jesus é o Filho de Deus e que morreu na cruz pelos nossos pecados ou ter uma experiência emocional. Recebemos a Cristo pela fé, através de uma decisão pessoal.

Estes dois círculos representam dois tipos de vida:

VIDA
CONTROLADA PELO "EU"

O "EU" no centro da vida.

CRISTO do lado de fora da vida.

Ações e atitude controladas pelo "EU ", resultando em discórdias e frustrações.


VIDA CONTROLADA POR CRISTO

CRISTO no centro da vida.

O "EU" fora do centro.

Ações a atitudes controladas por CRISTO, resultando em harmonia com o plano de Deus.

Qual dos dois círculos representa melhor sua vida?
Qual deles você gostaria que representasse sua vida?

Gostaria de explicar como você pode receber a Cristo.

VOCÊ PODE RECEBER A CRISTO AGORA MESMO EM ORAÇÃO
(Orar é falar com Deus).

Deus conhece seu coração e está mais interessado na atitude do seu coração do que em suas palavras. A oração seguinte serve como exemplo:

"Senhor Jesus, eu preciso de Ti. Eu Te agradeço por ter morrido na cruz pelos meus pecados. Abro a porta da minha vida e Te recebo como meu Salvador e Senhor. Obrigado por perdoar os meus pecados e me dar a vida eterna. Toma conta da minha vida e faça de mim o tipo de pessoa que desejas que eu seja."

Esta oração expressa o desejo do seu coração?

Se for assim, faça esta oração agora mesmo e Cristo entrará em sua vida, como prometeu.

Agora que você recebeu a Cristo...

Pastor Iloir Silva
pr.iloir@yahoo.com.br

Vai entender!

"Pois quem ama o próximo tem cumprido a lei" Romanos 13:8

Você está com vontade de impressionar seus amigos ou a sua família? Então tente este truque simples, mas legal:

1. Escolha um número - qualquer número.

2. Multiplique-o por dois.

3. Adicione doze ao número.

4. Divida o número por dois e depois subtraia o número original.

5. Agora adicione um.

Que resposta você obteve? Foi sete, certo? Se você seguir as instruções passo a passo, sua resposta será sete. Sempre será sete. Quer você comece com 1 ou 500 milhões, você sempre acabará com o número sete. Sempre! Todas as vezes. É assim que o problema foi desenvolvido. Você não vai perder se fizer a conta certa. Vá em frente, tente qualquer número!

Além de ser um maneira de impressionar os seus amigos com o seu intelecto, qual é o objetivo? Bem, o objetivo é este: Você pode fazer quase a mesma coisa com os mandamentos de Deus. Mas você não precisa dos cinco passos, você só precisa de um. Aqui está ele. Pronto?

1. Amar o próximo.

Pronto! É isso aí! Se você sempre fizer a coisa amável, você automaticamente fará a coisa certa. A Bíblia diz: "Pois quem ama ao próximo, tem cumprido a lei" Romanos 13:8. É por isso que você não pode amar alguém e furtar dele ao mesmo tempo. Você não pode matar alguém amorosamente (não importa o que você vê na televisão!). Você não pode amar alguém e enganá-lo.

A escolha certa pode se tornar muito mais clara se você lembrar de amar os outros. Se você fizer isto, estará cumprindo a lei de Deus. E não precisa se preocupar com a matemática.

Pastor Iloir Silva
pr.iloir@yahoo.com.br

Avivamento

Na carta à igreja de Éfeso, o Senhor Jesus diz: "Eu sei as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência... Trabalhaste pelo meu nome, e não te cansaste... Tenho porém contra ti que deixaste o teu primeiro amor. Lembra-te de onde caíste e arrepende-te." (Apocalipse 2.2-5). Aqueles irmãos tiveram um início glorioso em sua experiência com Deus. A epístola de Paulo aos Efésios nos dá a entender que aquela igreja não era problemática, como a de Corinto por exemplo. Os efésios eram espirituais, entusiasmados e abençoados no princípio.

Contudo, o tempo passou e algo mudou. Aparentemente, tudo estava como antes: as obras continuavam a todo vapor. A igreja de Éfeso era muito ativa e trabalhadora. Entretanto, a essência estava comprometida. Havia muito trabalho e pouco amor; muita atividade humana e pouca unção do Espírito.

Veio então a palavra do Senhor com o objetivo de avivar a sua igreja. E o que é avivamento? É renovação. É reanimar. É dar vida. Avivamento não é sinônimo de barulho, música agitada, palmas e gritos. Tudo isso pode, eventualmente, ocorrer em nossos cultos, mas o avivamento legítimo é o resgate de valores espirituais outrora abandonados.

Seu fundamento está firmado em três fatores indispensáveis: estudo da Bíblia, oração e arrependimento. Esses elementos "movem a mão de Deus" a favor do seu povo. Esta afirmação é fiel e digna de crédito porque o Senhor está comprometido com a sua Palavra, prometeu ouvir nossas orações e não rejeita um coração contrito e arrependido (Salmo 51). Não podemos, porém, separar esses três pontos. Palavra sem oração pode resultar em intelectualismo e heresia. Oração sem arrependimento do pecado não produz nenhum efeito. E arrependimento, sem um confronto com a Palavra de Deus, é impossível, pois é a Bíblia que nos mostra nossas falhas, enquanto o Espírito Santo nos convence.

É bom lembrar o que diz em II Crônicas 7.14: "E se o meu povo que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra."

No contexto em que esse versículo foi escrito, sarar a terra significava fazer cessar as pragas na lavoura, enviar a chuva, que estava tão escassa, e fazer com que houvesse grande produção no campo e no rebanho. Assim, a vida do povo seria beneficiada em todos os aspectos.

Isto é avivamento. Deus tira as pragas e maldições e derrama a sua bênção. Tudo começa com estudo da Bíblia, oração e arrependimento, e culmina com bênçãos sem medida. Seus principais efeitos na igreja são: renovação do nosso entusiasmo pela obra de Deus, grande número de conversões, manifestações de dons espirituais, despertamento de novos ministérios, além de bênçãos pessoais diversas.

Tudo isso é resultado do mover do Espírito Santo, que muitas vezes fica bloqueado pelos nossos pecados e pela nossa negligência.

Louvamos ao Senhor porque estamos notando a operação do Espírito de Deus em nossa igreja. O resultado está aí. A obra está acontecendo. Vidas estão se convertendo e a igreja está crescendo. Meu irmão, não fique de fora dessas águas do Espírito. O Senhor está operando. Não pensemos, porém, que o que temos visto é tudo. De modo nenhum! Isto é apenas uma pequena amostra do que Deus quer fazer no nosso meio. Vamos buscar ao Senhor. Vamos participar. Assim, veremos a glória de Deus se manifestanto. Aleluia! Avivamento já!

Pastor Iloir Silva
pr.iloir@yahoo.com.br

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Paciência, aspectos positivos

Em um mundo em que a grande maioria se prostra diante do altar da gratificação instantânea, a paciência parece ser uma virtude à beira de extinção. Temos restaurantes "fast-food", porque não queremos esperar que nossa comida seja cozida. Nas nossas casas, fornos de microondas nos apresentam refeições prontas em minutos, até mesmo segundos. Quando não podemos encontrar nossos contatos de negócios em seus escritórios, digitamos o número de seus telefones celulares, porque não queremos esperar até que respondam nossos recados. Ficarmos retidos no tráfego lento e pesado deixa nossos nervos em frangalhos e despertam nosso temperamento, porque temos pressa, estamos impacientes para chegar – seja qual for nosso destino. Nos dias atuais, raramente alguém permanece na mesma empresa por mais de dois ou três anos.

Diferentemente das pessoas nas décadas passadas, que trabalhavam longa e fielmente em busca de uma eventual promoção, a maioria salta de um emprego para outro, para poder avançar na carreira, de acordo com suas próprias condições e no seu próprio ritmo. Sim, paciência se tornou uma arte do passado, mas que talvez valha a pena resgatar. Assim como Roma não foi construída num só dia, vidas e carreiras realizadoras e de sucesso não podem ser forjadas por meio de ações acidentais, apressadas ou mesmo impulsivas. Por difícil que possa ser numa era em que o limite da atenção raramente ultrapassa uns poucos minutos (freqüentemente desaparecendo em poucos segundos), há algo para ser dito sobre a admoestação da Bíblia que diz: “Descanse no Senhor e aguarde por Ele com paciência” (Salmos 37.7). Você pode querer debater: “Ser paciente? Descansar? Você está brincando! Eu tenho que ir a diversos lugares, tenho coisas a fazer. Tanto por fazer – e tão pouco tempo. Estou impaciente demais para praticar a paciência!” Se é isso que você está pensando, é compreensível. Mas, por favor, por apenas uns momentos, considere alguns dos princípios que o livro de Provérbios tem a oferecer sobre este tema.

Paciência nos ajuda a atingirmos nossos objetivos.

Às vezes, a atitude do tipo “Eu preciso ter isso – e preciso tê-lo imediatamente”, produz o efeito contrário, arruinando oportunidades de se atingir a meta desejada. Mas sendo paciente, adotando uma visão de longo prazo, podemos reunir poderes de persuasão para ver importantes decisões mudarem, e até mesmo construírem os suportes para os resultados desejados. “Com muita paciência pode-se convencer a autoridade, e a língua branda quebra até ossos” (Provérbios 25.15).

Paciência subjuga a ira improdutiva.

Quando as coisas não vão do modo como gostaríamos é fácil nos irarmos e reagirmos motivados pela frustração. Contudo, permanecendo calmos e sob controle, podemos evitar causar danos desnecessários em relacionamentos, ou em nossas causas preferidas. Se formos pacientes, poderemos ver as circunstâncias mudarem drasticamente e obtermos resultados muito melhores do que aqueles que esperávamos. “Melhor é o homem paciente do que o guerreiro, mais vale controlar o seu espírito do que conquistar uma cidade” (Provérbios 16.32).

Paciência extingue o fogo da disputa.

Quando alguém chega até nós com raiva, isto geralmente dispara dentro de nós o gatilho instintivo de “lutar ou fugir”. Tentar vencer a raiva com mais raiva é o mesmo que tentar apagar fogo com fogo. É muito melhor – e geralmente mais eficaz – responder a uma confrontação irada com paciência, cuidadosamente ouvindo o problema que está sendo expresso e buscando uma resolução de maneira calma e racional. Do contrário, um pequeno aborrecimento pode rapidamente se transformar numa guerra total. “O homem irritável provoca a dissensão, mas quem é paciente acalma a discussão” (Provérbios 15.18) Mas cuidado! Não ore pedindo paciência, porque o melhor e mais eficiente meio de se adquirir paciência é descobrir-se sendo forçado a lidar com situações em que não se tem outra alternativa, se não ser paciente!


Pastor Iloir Silva
pr.iloir@yahoo.com.br

sábado, 4 de dezembro de 2010

O SEGREDO DO SUCESSO

Se há um homem na Bíblia que ilustra bem o sucesso é Abraão. Sucesso em todas as áreas:

- Material:
O território que ele demarcou é do tamanho do Estado de Sergipe.

- Existencial:
Ele teve uma descendência incontável. Um nome marcado na história e tornou-se patriarca de um povo.

- Espiritual:
Abraão foi chamado por Deus de “amigo de Deus”.

Em resumo, ele teve uma vida boa, uma vida com significado e viveu de bem com Deus. Isto é sucesso.

Qual era o segredo do sucesso de Abraão?

1. IR COM CALMA, SEM PRESSA (Gênesis 13.10 a 12)
Vejam o contraste da calma de Abraão com a precipitação de seu sobrinho Ló: Ló escolheu a terra pelos olhos – a mais bonita, a mais fértil. Envolveu-se gradualmente com a cultura do pecado.
Abraão, porém, esperou no Senhor.

2. PEDIR A VISÃO DE DEUS (Gênesis 13.14)

“O importante não é ser um visionário, mas ter as visões de Deus”.

A visão do sucesso não é a nossa, mas aquela que Deus tem para nós.

3. APOSSAR-SE DA PROMESSA PELA FÉ (Gênesis 13.17)
Abraão pisou na terra prometida pela fé.
Pés firmes no chão; olhos voltados para Deus.

Em Josué, vemos também a mesma atitude – Josué 1.3

4. ESTAR NO ALTAR DA ORAÇÃO E DA DEVOÇÃO (Gênesis 13.18)
“Lampejos de fé” sem oração é sinônimo de fracasso.

O cristão genuíno caminha de joelhos.

Políticos resolvem problemas em parlamentos; homens de negócio, em restaurantes; corretores, nas esquinas; mas, homens de Deus, resolvem seus problemas no altar de Deus.

5. ESTAR DISPOSTO A AGIR COM CORAGEM (Gênesis 14.14)
Abraão perseguiu a vitória, nunca desistindo de lutar por ela.

6. ESTAR DISPOSTO A INVESTIR NO REINO DE DEUS (Gn 14.18-20)
Um dia, num ônibus que distribui sopa para as pessoas carentes no Rio de Janeiro, um senhor, com aparência muito pobre – sandália de dedo, roupa simples, mãos calejadas de quem trabalhou pesado o dia todo – entrou, tomou a sopa e, tirando uma nota (que para ele significava muito), ofertou ao trabalho. Uma das voluntárias, então, disse: “-Não, o senhor não precisa pagar a sopa. É de graça”. Mas o homem respondeu: “-Eu não estou pagando. Estou contribuindo para este trabalho. Assim como vocês, estou investindo em como eu”.

O Reino de Deus é tão maravilhoso, que qualquer um pode ajudar de alguma maneira.

Conclusão

Como cristão, eu e você devemos seguir os princípios bíblicos para alcançar o sucesso.

Siga os princípios de Deus, manifestados na vida de Abraão e... SUCESSO, MEU IRMÃO!!!


Pastor Iloir Silva
pr.iloir@yahoo.com.br

SEM LENHA O FOGO SE APAGA

"Sem lenha o fogo se apaga;
e não havendo difamador, cessa a contenda".
Provérbios 26.20.

Este verso bíblico descreve uma grande verdade: se as pessoas pararem de "por lenha na fogueira", a contenda acaba.

Este princípio, o "Princípio da Fogueira", aplica-se também à vida espiritual.

Quando uma pessoa tem uma experiência real com Jesus Cristo, algo como que um fogo de Deus invade o seu coração. Ela se sente revivida, renovada, animada, inspirada, pronta para qualquer desafio. É capaz de vencer antigas barreiras, vícios, problemas.

No entanto, depois de algum tempo, podemos perceber que este fogo se apaga em alguns crentes. O quê houve? Faltou alimentar o fogo de Deus.

O cristão, então, torna-se morno, indiferente, infeliz.

Qual seria o combustível da vida cristã, capaz de manter a chama acesa? O que mantém o fogo de Deus no coração do cristão são certas práticas diárias. Simples, porém, poderosas. Vamos chamá-las de GRAVETOS.

1. O Graveto da Oração
Orai sem cessar, dizem as Escrituras.
Mateus 26.41; I Tessalonicenses 5.17; Tiago 5.16.

2. O Graveto da Leitura Bíblica
Examinai as Escrituras, disse Jesus.
João 5.39; Mateus 22.29; Efésios 6.17.

3. O Graveto da Convivência Cristã
Não abandonei a vossa congregação, disse o apóstolo.
Hebreus 10.25; João 13.34-35; Romanos 12.9-17.

4. O Graveto do Testemunho Pessoal
E sereis minhas testemunhas, disse Jesus.
Atos 1.8; Mateus 28.19-20; Marcos 16.15-16.

O cristão bem informado vê a Oração, a Leitura Bíblica, a Convivência Cristã e o Testemunho Pessoal como privilégios, e não como deveres de casa.

Ele sabe que sua oração é ouvida por Deus porque Jesus Cristo morreu numa cruz em seu lugar; que muitos dedicaram suas vidas para que as Escrituras chegassem às suas mãos; que a Convivência Cristã permite-lhe realizar para Deus obras que jamais conseguiria sozinho e que o seu Testemunho Pessoal, além de salvar vidas, contribui para a sua própria edificação e fortalecimento da Igreja.

Irmão, mantenha a chama acesa.
Lembre-se: Sem lenha, o fogo se apaga.


Pastor Iloir Silva
pr.iloir@yahoo.com.br

AS QUATRO LUZES PARA UMA DECISÃO

Antes de qualquer outra coisa, lembre-se:

Não se deve tomar uma decisão quando se está:
a) Profundamente desapontado.
b) Fisicamente exausto.
c) Irado.
d) Muito abatido e deprimido.
e) Com perspectiva de derrota.

Nestas circunstâncias é melhor dizer:
“-Ainda não tenho uma decisão. Preciso de mais tempo.”
01) Primeira luz: Oração
Leia Mateus 7.7-8 e Filipenses 4.7
Orar é falar com Deus, intimamente.
Na intimidade com Deus, o coração encontra paz nas tomadas de decisão.

02) Segunda luz: As circunstâncias
Todas elas devem ser analisadas com profundidade. Todos os prós e os contras devem ser levados em consideração. Não despreze nenhum fator.

03) Terceira luz: Os conselheiros.
Provérbios 11.14 e 15.22.
Não o conselho de uma pessoa qualquer, mas de cristãos experientes e, de preferência, de pessoas que pensam diferente de você.

04) Quarta luz: As promessas de Deus para sua vida
Peça a Deus um texto bíblico que o oriente nesta decisão.
Se o texto lhe disser "não", que seja não!
Se o texto for uma promessa de Deus para sua vida, firme-se nesta Palavra, pois:

A paz pode sair do coração.
As circunstâncias podem mudar.
Os conselheiros podem mudar.
Mas, a Palavra de Deus jamais mudará.

Com as 4 luzes verdes, siga em frente, com fé.


Pastor Iloir Silva
pr.iloir@yahoo.com.br

As Sete Cartas as Igreja da Ásia

A Carta à Igreja em Éfeso

A mensagem do Apocalipse foi enviada principalmente “às sete igrejas que se encontram na Ásia” (1:4). Este fato é frisado várias vezes no primeiro e no último capítulos (1:4,11,20; 22:16). Os capítulos 2 e 3 são direcionados especificamente às igrejas, com uma mensagem especial para cada uma delas.

Estas sete cartas seguem a forma de decretos imperiais, começando a sua mensagem com a palavra “diz” (grego, legei). Estas cartas foram escritas num formato padrão (Saudação, Posição de Jesus, Avaliação da congregação, apelo a ação, Promessa de recompensa aos vencedores), mas o conteúdo de cada é específico e fala a respeito das necessidades da própria congregação citada.

Sete Igrejas Independentes

A necessidade de sete cartas bem diferentes reforça a importância de respeitar a autonomia de cada congregação. Estas sete igrejas se encontravam numa área relativamente pequena. Uma pessoa entregando todas as cartas faria um circuito de pouco mais de 500 quilômetros. Nesta área pequena, sete igrejas bem diferentes apresentaram características distintas. Jesus não enviou uma carta “ao bispo da Ásia” (não existia qualquer ofício de líderes regionais entre as igrejas primitivas) para resolver, de uma vez, todas as questões nas várias igrejas. As igrejas não eram subordinadas à autoridade de alguma hierarquia, e não havia laços estruturais entre congregações. Cada congregação era independente, com seus próprios desafios e sua própria personalidade. Cada uma recebeu um comunicado diretamente de Jesus, e lhe responderia diretamente pela sua obediência ou rebeldia. Ele não operou por meio de alguma hierarquia de autoridades eclesiásticas. As pessoas que querem seguir, hoje em dia, as instruções do Novo Testamento devem lembrar este fato. Não há base bíblica para criar ou manter organizações religiosas ligando congregações. As hierarquias nas denominações e as conferências e congressos estaduais, regionais, nacionais e internacionais são invenções de homens sem nenhuma autorização bíblica.

Ao Anjo da Igreja em Éfeso (Apocalipse 2:1-7)

Vamos considerar o conteúdo desta carta. Confira na sua Bíblia cada citação.

A igreja em Éfeso (1): Éfeso era a cidade mais importante da província romana de Ásia. Foi situada perto do mar Egeu. Duas estradas importantes cruzaram em Éfeso, uma seguindo a costa e a outra continuando para o interior, passando por Laodicéia. Assim, Éfeso teve uma localização importantíssima de contato entre os dois lados do império romano (a Europa e a Ásia). Historiadores geralmente calculam a população da cidade no primeiro século entre 250.000 e 500.000. Éfeso era conhecida, também, como o foco de adoração da deusa da fertilidade, Ártemis ou Diana.

Sabemos algumas coisas sobre a história da igreja em Éfeso de outros livros do Novo Testamento. No final de sua segunda viagem, Paulo deixou Áqüila e Priscila em Éfeso, onde corrigiram o entendimento incompleto de Apolo sobre o caminho do Senhor (Atos 18:18-26). Na terceira viagem, Paulo voltou para Éfeso, onde pregou a palavra de Deus por três anos (Atos 19:1-41; 20:31). Na volta da mesma viagem, passou em Mileto e encontrou-se com os presbíteros de Éfeso (Atos 20:17-38). Durante os anos na prisão, Paulo escreveu a epístola aos efésios. Também deixou Timóteo em Éfeso para edificar os irmãos (1 Timóteo 1:3).

Destas diversas referências aos efésios, podemos observar algumas coisas importantes sobre essa igreja. Desde o início, houve a necessidade de examinar doutrinas e aceitar somente o que Deus havia revelado. Assim, Áqüila e Priscila ajudaram Apolo (Atos 18:26); Paulo advertiu os presbíteros do perigo de falsos mestres entre eles (Atos 20:29-31), e orientou Timóteo a admoestar os irmãos a não ensinarem outra doutrina (1 Timóteo 1:3-7). A carta de Paulo aos efésios destacou a importância do amor (5:2), um tema frisado, também, nesta carta no Apocalipse.

Aquele que conserva na mão direita as sete estrelas e que anda no meio dos sete candeeiros de ouro (1): Esta descrição de Jesus vem de 1:12-13,16,20 e mostra o conhecimento e a soberania de Jesus em relação às igrejas. Tanto os efésios como os discípulos nas outras igrejas precisavam lembrar da presença de Jesus. Ele anda no meio das igrejas, observando o procedimento delas, e pronto para agir quando for necessário. Segurando as sete estrelas, ele demonstra seu poder e domínio.

Conheço as tuas obras (2-3): Jesus elogia várias qualidades da igreja em Éfeso:

● Labor e perseverança – Deus quer servos dedicados que não desistem (Tiago 1:4). Jesus falou da importância da perseverança diante de perseguição (Mateus 10:22; veja Romanos 5:3; Tiago 1:12), observando que perseguições causam o amor de muitos a esfriar (Mateus 24:10-13). Devemos perseverar na oração (Atos 1:14; Colossenses 4:2; 1 Timóteo 5:5), na doutrina verdadeira (Atos 2:42; 1 Coríntios 15:1), nas boas obras (Romanos 2:7) e na graça de Deus (Atos 13:43). Na sua perseverança, os efésios suportaram provas e não se desanimaram.

● Não suportar homens maus – Depois de tantas advertências sobre o perigo de falsos mestres, a defesa da verdade se tornou um ponto forte da igreja de Éfeso. Homens que se alegavam ser apóstolos foram postos à prova e achados mentirosos (veja 1 João 4:1). Precisamos do mesmo zelo da verdade hoje. O mundo religioso está cheio de pessoas que se dizem profetas e apóstolos. Devem ser avaliadas conforme a palavra de Deus. Pessoas que alegam trazer novas revelações são mentirosas (Gálatas 1:8-9; 1 Coríntios 13:8; Judas 3). Os apóstolos eram testemunhas oculares de Jesus ressuscitado (veja Atos 1:22; 1 Coríntios 15:8-9). Aqueles que se chamam apóstolos, hoje em dia, são falsos mestres. Não devemos suportá-los.

Tenho ... contra ti (4): O problema dos efésios não foi uma questão de doutrina correta, mas de amor. Abandonaram o seu primeiro amor. Esqueceram dos grandes mandamentos que formam a base para todos os ensinamentos de Deus (Mateus 22:37-40). Paulo instruiu os efésios sobre a importância do amor como alicerce da vida do cristão (Efésios 3:17; 4:2,16: 5:2; 6:23). Não devemos distorcer esta advertência para criar um conflito entre o amor e a verdade. Podemos defender a verdade, como os efésios fizeram e, ao mesmo tempo, praticar o amor. Foi exatamente isso que Paulo pediu aos efésios: “Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo” (Efésios 4:15).

Lembra-te, arrepende-te e volta (5): Jesus pede três respostas dos efésios:

1. Lembra-te, pois, de onde caíste: Não foram as alfarrobas dos porcos que levou o filho pródigo ao arrependimento; foi a lembrança da casa do pai. Para os efésios se arrependerem, teriam que lembrar da comunhão com Deus que deixaram para trás. Para permanecer fiéis, a presença de Deus precisa ser a coisa mais preciosa na nossa vida. Uma vez que caímos, é necessário desenvolver novamente o amor para com ele.

2. Arrepende-te: O arrependimento é a mudança de atitude. Quando decidimos deixar o pecado e fazer a vontade de Deus, nós nos arrependemos. O pecador precisa se arrepender antes de ser batizado para perdão dos pecados (Atos 2:38). O cristão que tropeça precisa se arrepender e pedir perdão pelos seus pecados (Atos 8:22). Aqui, uma igreja cujo amor esfriou-se precisa se arrepender.

3. Volta à prática das primeiras obras: A mudança de atitude (o arrependimento) produzirá frutos (Mateus 3:8). Pelas obras, a pessoa arrependida mostrará a sinceridade da sua decisão. A igreja em Éfeso precisava voltar à prática do amor.

Se a igreja não se arrepender, Jesus removeria o seu candeeiro. Eles não permaneceriam na abençoada comunhão com o Senhor.

Odeias as obras dos nicolaítas, as quais eu também odeio (6): Mais um ponto a favor, reforçando o elogio dos versículos 2 e 3. Os nicolaítas são mencionados somente aqui e na carta à igreja em Pérgamo (15). Não sabemos a natureza precisa do seu erro, mas sabemos que era abominável a Deus. Neste ponto, os efésios odiavam o que Deus odiava. Nós devemos fazer a mesma coisa, sendo amigos do bem (Tito 1:8) e detestando o mal (Salmo 97:10).

Quem tem ouvidos, ouça (7): Freqüentemente, Jesus chama os ouvintes a ouvirem a sua mensagem (Mateus 11:5; 13:9,43; etc.). O problema de um coração teimoso se reflete nos ouvidos tapados que recusam ouvir a verdade (Mateus 13:15). Os efésios provaram aqueles que falavam, agora eles seriam provados pela maneira de ouvirem.

O Espírito diz às igrejas (7): Jesus transmitiu a sua mensagem por meio dos anjos das igrejas (2:1,8,12,18; 3:1,7,14), mas o Espírito, também, participa da revelação (veja 1:4) e da recompensa dos fiéis.

Ao vencedor ... árvore da vida ... paraíso de Deus (7): A recompensa aguarda os vencedores que perseveram no amor e na verdade. Aqueles que desistem, abandonando para sempre o seu amor, não receberão o galardão. Jesus descreve a comunhão com Deus em termos que nos lembram do jardim do Éden. Por causa do pecado, o homem foi expulso do jardim em que Deus andava (Gênesis 3:22-24,8). Aqueles que andam com Deus têm a esperança da vida no paraíso do Senhor.

Conclusão

U ma igreja rodeada por religiões falsas e sujeita à influência de homens maus precisa examinar todos os ensinamentos e rejeitar todas as falsas doutrinas. Mas ela precisa, também, demonstrar o amor verdadeiro para vencer o mal. Devemos amar a verdade, não somente pelo desejo de ser “corretos”, mas porque ela vem do Deus que merece nosso amor. Devemos amar aos outros, porque foram feitos à imagem e semelhança de Deus. “Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros” (1 João 4:11).



A Carta à Igreja em Esmirna

Durante o período em que Paulo ficou em Éfeso, na sua terceira viagem evangelística, “todos os habitantes da Ásia” ouviram o evangelho de Jesus (Atos 19:10). Pedro incluiu os eleitos e forasteiros da Ásia entre os destinatários de sua primeira carta (1 Pedro 1:1). É bem possível que a igreja em Esmirna, uma cidade situada aproximadamente 65 km ao norte de Éfeso, esteja incluída nestas citações. Mas, a primeira vez que ela é identificada por nome é nas citações no Apocalipse. Por isso, não temos informações específicas sobre esta igreja, além dos quatro versículos desta carta ao anjo da igreja em Esmirna. O pouco que sabemos é positivo. Esta carta elogia e encoraja, sem oferecer nenhuma crítica dos cristãos em Esmirna.

Ao Anjo da Igreja em Esmirna (Apocalipse 2:8-11)

A igreja em Esmirna (8): Hoje conhecida com Izmir, a terceira maior cidade da Turquia e o segundo mais importante porto do país, Esmirna era uma cidade antiga de uma região habitada durante milhares de anos antes de Cristo. A antiga cidade foi destruída pelos lídios em 600 a.C. e reconstruída pelos gregos no final do 4º século a.C. A cidade ganhou nova vida, e pode ser descrita como uma cidade que morreu e tornou a viver. Durante o domínio romano, Esmirna se tornou um centro de idolatria oficial, conhecida como Guardião do Templo (grego, neokoros). Foi a primeira cidade da Ásia a construir um templo para a adoração da cidade (deusa) de Roma (195 a.C.). Em 26 d.C., foi escolhida como local do templo ao imperador Tibério. Foram descobertas imagens, na praça principal da cidade, de Posêidon (deus grego do mar) e de Deméter (deusa grega da ceifa e da terra).

Na época do Novo Testamento, Esmirna provavelmente tinha uma população de aproximadamente 100.000. Por ser um porto excelente, facilitando o comércio entre a Ásia e a Europa, era uma cidade próspera.

Estas coisas diz o primeiro e o último (8): Jesus começa esta carta com as palavras de 1:17, frisando a sua eternidade.

Que esteve morto e tornou a viver (8): Quase igual a afirmação de 1:18, esta frase destaca a vitória sobre a morte na ressurreição. Na situação dos discípulos de Esmirna, encarando perseguições difíceis, seria especialmente importante lembrar da ressurreição de Jesus. O Senhor deles não fracassou diante da morte; ele a venceu! Eles, sendo fiéis, teriam a mesma esperança.

Conheço a tua tribulação (9): Jesus, no meio dos candeeiros, viu o sofrimento de seus seguidores. Da mesma maneira que ele se compadeceu dos angustiados na terra durante o seu ministério (veja Marcos 1:41), ele olhou com compaixão para aqueles que sofriam em Esmirna. Mesmo assim, ele não os poupou de toda a dor, como veremos no versículo 10. A palavra “tribulação”, aqui, significa pressão que vem de fora.

A tua pobreza (mas tu és rico) (9): Apesar de morarem numa cidade próspera, os cristãos em Esmirna eram pobres. Provavelmente sofriam discriminação por causa da fé, e assim se tornaram pobres. É bem possível, também, que tivessem sacrificado seus recursos em prol do evangelho, como os macedônios fizeram para ajudar os irmãos necessitados alguns anos antes (veja 2 Coríntios 8:1-9). Mas a pobreza material não tem importância quando há riqueza espiritual (veja 3 João 2). A situação dos discípulos em Esmirna era muito melhor do que a da igreja em Laodicéia, que se achava rica apesar de sua pobreza espiritual (3:17).

A blasfêmia dos falsos judeus (9): Blasfemar é falar mal. Freqüentemente, refere-se a blasfêmia contra Deus. Aqui, porém, a blasfêmia é um aspecto do sofrimento dos crentes em Esmirna. Esta difamação veio de pessoas que se chamavam judeus mas, de fato, não eram verdadeiros judeus. Os judeus, que tiveram uma sinagoga em Esmirna, perseguiam os cristãos. Ao invés de serem verdadeiros judeus e descendentes espirituais de Abraão (veja João 8:39-47; Romanos 2:28-29), eram servos de Satanás, o principal mentiroso e acusador dos fiéis (12:9-10; João 8:44).

Não temas as coisas que tens de sofrer (10): O conforto oferecido por Jesus não é o livramento do sofrimento. Ele anima os discípulos em Esmirna a não desistirem diante das tribulações que viriam logo. Covardes não têm esperança em Cristo (21:8). Pessoas que fogem da sua responsabilidade diante de Jesus por medo de sofrer não são dignas da comunhão com ele. Pessoas que ensinam que o servo fiel será próspero e livre de sofrimento nesta vida não acreditam nas palavras que Jesus mandou à igreja em Esmirna!

O diabo está para lançar em prisão alguns dentre vós (10): O diabo é visto como a fonte da perseguição. Alguns seriam presos, provavelmente aguardando julgamento e possível morte.

Para seres postos à prova, e tereis tribulação de dez dias (10): O efeito da tribulação seria o de provar a fé desses cristãos. A sua lealdade a Cristo seria testada sob ameaças de morte. Mas a perseguição não continuaria para sempre. Dez dias sugere um tempo curto mas completo. Seria uma provação completa, mas teria um fim.

Por ter vínculos tão fortes com a idolatria oficial de Roma, Esmirna se tornou uma cidade perigosa para os cristãos. Esta carta fala sobre perseguições que viriam. Até décadas depois do Apocalipse, perseguições atingiram seguidores de Cristo na cidade.

Sê fiel até à morte (10): O fim desta perseguição, para alguns, poderia ser a própria morte. Mesmo assim, deveriam ser fiéis. Às vezes, arrumamos qualquer desculpa para não fazer algo que Deus pede. Mas nada, nem a nossa própria vida, deve ser mais importante do que a nossa fidelidade a Deus.

E dar-te-ei a coroa da vida (10): A palavra “coroa” (grego, stephanos) refere-se à coroa de vitória. A coroa da vida vem de Deus, o único que pode dar a vida (veja João 5:26; 14:6; 1 João 1:1-2). Aqueles que amam a vinda de Jesus receberão a coroa da justiça (2 Timóteo 4:8).

Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas (11): Como em todas as cartas às igrejas, Jesus chama os destinatários a ouvirem a sua mensagem.

O vencedor (11): Aqueles que permanecem fiéis diante das perseguições são vencedores com Cristo.

De nenhum modo sofrerá dano da segunda morte (11): Não sofreria o castigo eterno (20:6,14; 21:8). Os perseguidores poderiam até causar a primeira morte, mas os fiéis não sofrerão a segunda morte (veja Mateus 10:28).

Conclusão

M orar em Esmirna no primeiro século não seria fácil para o discípulo de Jesus. Além das perseguições pelos judeus, eles enfrentavam uma ameaça mais organizada e mais poderosa. A idolatria oficial, juntando a religião à força do governo, prometia uma perseguição perigosa aos cristãos da cidade, tentando-os a abandonarem a sua fé para melhorar as suas circunstâncias ou até para evitar a morte violenta. Para vencer esta tentação, teriam que acreditar no poder daquele que já venceu a morte. Mesmo se morressem, as suas vidas eternas seriam garantidas somente se mantivessem sua confiança no eterno Senhor, “o primeiro e o último, que esteve morto e tornou a viver”.



A Carta à Igreja em Pérgamo

A igreja em Pérgamo se encontrou numa situação difícil. Por todos os lados, os vizinhos praticavam idolatria e deram honra aos governantes romanos. Os cristãos não abandonaram a verdade do Senhor, o único verdadeiro Soberano. Mas, tanta influência de falsas doutrinas teve um impacto negativo na igreja, poluindo a congregação com doutrinas falsas que incentivavam os irmãos a praticaram idolatria e imoralidade. Jesus chama a igreja ao arrependimento para evitar o castigo divino.

Ao Anjo da Igreja em Pérgamo (Apocalipse 2:12-17)

A igreja em Pérgamo (12): O único livro do Novo Testamento que cita a cidade ou a igreja em Pérgamo é o Apocalipse. Com a ajuda dos romanos, Pérgamo ganhou independência dos selêucidas em 190 a.C., e passou a fazer parte do império romano a partir de 133 a.C. Durante mais de 200 anos, foi a capital da província romana da Ásia. Teve a maior biblioteca fora de Alexandria, Egito. Foi o povo de Pérgamo que começou a usar peles de animais para fazer pergaminho, substituindo o papiro.

Aquele que tem a espada afiada de dois gumes (12): A espada representa autoridade e o poder para julgar e castigar. É Jesus, e não o governo romano, que segura esta espada (1:16).

Conheço o lugar em que habitas, onde está o trono de Satanás (13): Os cristãos em Pérgamo eram vizinhos do diabo! Jesus, sempre vigiando para ajudar o seu povo, sabia muito bem da circunstância difícil naquela cidade. Desde 29 a.C., foi o local de um templo dedicado a Roma e Augusto (idolatria oficial do governo romano). Mais tarde, foram erigidos outros templos para a honra dos imperadores Trajano e Severo. Além desses templos para o culto imperial, o povo de Pérgamo adorava outros “deuses”, tais como Zeus, Atena, Dionisio e Asclepio. Encontramos em Pérgamo uma mistura dos poderes do mal – religiões falsas e o poder oficial do governo romano. Enquanto seus vizinhos sacrificavam aos demônios (veja 1 Coríntios 10:19-20), os discípulos de Cristo reconheciam o único Deus como Senhor.

E que conservas o meu nome e não negaste a minha fé, ainda nos dias de Antipas (13): Jesus elogia a perseverança dos cristãos de Pérgamo, que foram fiéis à fé de Jesus, mesmo sob perseguição intensa. A minha fé (a fé de Jesus) é a palavra de Cristo revelada aos homens (veja Judas 3). Antipas é mencionado somente aqui. Evidentemente foi um mártir, provavelmente da própria congregação em Pérgamo. Foi morto entre eles, na cidade onde Satanás habitava. Antipas se mostrou fiel até a morte (veja 2:10). Testemunha vem da palavra grega martus. É a mesma palavra usada para descrever Jesus em 1:5. Com tempo, passou a ser usada para identificar pessoas que morreram por seu testemunho de fé, e assim usamos a palavra mártir.

Tenho, todavia, contra ti algumas coisas (14): Apesar da perseverança dos cristãos em Pérgamo, haviam problemas graves ameaçando o bem-estar da congregação. Eles se mostraram tolerantes em relação a falsas doutrinas, especificamente dois erros citados nesta carta.

A doutrina de Balaão (14): A descrição da doutrina de Balaão refere-se à história do Velho Testamento (Números 22-25; 31:16). No final dos 40 anos de peregrinação, os israelitas chegaram perto da terra prometida. Acamparam-se nas campinas de Moabe, e os moabitas e midianitas ficaram amedrontados. Balaque chamou Balaão para amaldiçoar o povo, mas Deus frustrou todas as suas tentativas de falar contra os israelitas. Balaão desistiu de suas maldições, mas procurou outra maneira de vencer o povo de Israel. Deu o conselho de convidá-los a participarem de uma festa idólatra. Nesta festa, muitos israelitas se envolveram na idolatria e na imoralidade, e Deus mandou uma praga que matou 24.000 israelitas.

A doutrina de Balaão foi a doutrina que Balaão ensinava, não apenas a doutrina sobre a pessoa de Balaão. Semelhantemente, a doutrina de Cristo não é apenas o ensinamento sobre a pessoa de Cristo. A doutrina de Cristo inclui o que Jesus ensinava. Considere a importância deste fato em relação a textos como Tito 2:10; Hebreus 6:1e 2 João 9. Se alguém for além do ensinamento dado por Jesus, não tem Deus.


Na igreja em Pérgamo, algumas pessoas agiam como Balaão. Incentivavam o povo a tolerar outras religiões, até participando da idolatria e da prostituição. A sua doutrina foi basicamente igual às idéias atuais de pluralismo (aceitação de diversas religiões como igualmente boas) e sincretismo (juntando duas ou mais religiões).

A doutrina dos nicolaítas (15): A Bíblia não identifica esta doutrina. Mas, diz que Jesus odiava as obras dos nicolaítas e elogia os efésios por rejeitar esses ensinamentos (2:6). Infelizmente, a igreja em Pérgamo tolerava esses falsos mestres.



Deus condena a tolerância de falsas doutrinas. Às vezes, os homens valorizamtanto a unidade entre pessoas (dentro de uma congregação ou até entre congregações diferentes) que desvalorizam a doutrina pura de Jesus. Toleram falsos ensinamentos e até práticas proibidas, como a imoralidade e a idolatria, mas insistem na importância de manter uma “igreja unida”. Se persistir nesseerro, o próprio Jesus trará o castigo. A unidade entre discípulos é importante, mas a pureza da palavra é mais importante do que a paz entre homens (Tiago 3:17). Uma igreja que serve a Jesus necessariamente rejeitará falsos mestres e suas doutrinas erradas.


Portanto, arrepende-te; e, se não, ... contra eles pelejarei (16): O arrependimento exigido é da igreja, pois ela tolerava esses falsos mestres. Os professores das doutrinas de Balaão e dos nicolaítas precisariam se arrepender, também, ou serem rejeitados (veja Romanos 16:17-18; Tito 3:10-11). Uma igreja que tolera falsos professores se torna cúmplice do pecado. Se ela não se arrepender, Jesus usará a espada de dois gumes (2:12; 1:16) para trazer seu castigo sobre ela.

Quem tem ouvidos, ouça (17): Como em todas as sete cartas, Jesus chama os ouvintes a darem a atenção devida a sua palavra.

Ao vencedor (17): Todas as cartas, também, incluem a promessa sobre a vitória. Aqueles que persistem até o final receberão a recompensa. Nesta carta, a bênção para o vencedor é descrita em duas partes:

● O maná escondido: Aqueles que recusaram qualquer participação na mesa dos demônios seriam sustentados pelo maná de Deus. Jesus é o maná dado pelo Pai (veja João 6:31-65). Ele sustenta os fiéis e lhes dá vida. A mensagem de Jesus continua oculta para os sábios deste mundo (veja 1 Coríntios 2:6-10).

● Uma pedrinha branca com um nome novo escrito: Um nome novo, freqüentemente, sugeria uma nova direção na vida, especialmente de uma pessoa abençoada por Deus (exemplos: Abrão > Abraão; Sarai > Sara; Jacó > Israel). Em Isaías 62:2-4, Desamparada e Desolada recebem nomes novos: Minha-Delícia e Desposada, mostrando a bênção de estar com Deus. Veja, também, 3:12. A pedrinha branca pode incluir vários significados, conforme os costumes da época. Pedras brancas foram usadas para indicar a inocência de pessoas acusadas de crimes; Jesus inocenta os seus seguidores fiéis. Pedras brancas foram dadas a escravos libertados para mostrar sua cidadania; os fiéis não são mais escravos do pecado, pois se tornaram cidadãos da pátria celestial (Filipenses 3:20). Foram usadas pelos romanos como um tipo de ingresso para alguns eventos; Jesus permite os fiéis entrarem na presença dele para o seu banquete (veja 19:6-9). Também foram dadas aos vencedores de corridas e aos vitoriosos em batalha. Os fiéis são vencedores que receberão o prêmio (2 Timóteo 4:7-8).

Conclusão

Devemos imitar a perseverança dos discípulos em Pérgamo, mantendo firme a nossa fé, mesmo se encararmos ameaças e perseguições. Ao mesmo tempo, não devemos negligenciar outras responsabilidades diante de Deus. Servimos um Deus puro, e devemos manter e defender a doutrina pura que ele revelou. Qualquer doutrina que incentiva a idolatria ou a imoralidade vem do diabo. Procuremos o maná que vem de Deus para nos sustentar para sempre.



A Carta à Igreja em Tiatira

Satanás estava presente e ativo na Ásia quando Jesus enviou estas cartas às igrejas. Ele tinha sinagogas em Esmirna (2:9) e Filadélfia (3:9), e um trono em Pérgamo (2:13). Em Tiatira, ele tinha uma profetisa que incentivava as pessoas a conhecerem as “coisas profundas de Satanás”. Para servir a Deus num ambiente cheio da influência do diabo, o discípulo de Cristo teria que lutar e confiar em Deus, confiante da recompensa para os vencedores.

Ao Anjo da Igreja em Tiatira (2:18-29)

A igreja em Tiatira (18): A cidade de Tiatira estava situada no caminho entre Pérgamo e Sardes. Atualmente, chama-se Akhisar (significa “castelo branco”), na Turquia. Lídia, a primeira pessoa convertida por Paulo na Europa, era de Tiatira (Atos 16:14), mas não temos mais nenhuma informação sobre esta igreja. O que sabemos da igreja vem das referências no Apocalipse.

A cidade de Tiatira era conhecida pela produção de púrpura, uma tinta usada em tecidos (veja Atos 16:14), além de roupas, artigos de cerâmica, bronze, etc. Havia em Tiatira grupos organizados de artesãos e profissionais, semelhantes às associações profissionais de hoje, mas com elementos religiosos de influência pagã. Como as outras cidades da época, Tiatira teve seus templos e santuários religiosos, incluíndo templos aos falsos deuses Apolo, Tirimânios e Artemis (uma deusa chamada Diana pelos romanos – veja Atos 19:34) e um santuário a sibila (orácula) Sambate. A importância de figuras femininas na cultura religiosa de Tiatira pode ter facilitado o trabalho de Jezabel, a mulher que seduzia os discípulos e incentivava a idolatria e a prostituição.

O Filho de Deus (18): Esta expressão aparece somente aqui no Apocalipse. É comum no Novo Testamento, especial-mente nos livros de João, como descrição de Jesus Cristo. Os servos fiéis são descritos, também, como filhos de Deus (veja 21:7; 1 João 3:1,2,10; 5:2; João 1:12; etc.) Aqui, a expressão obviamente se refere a Cristo.

Olhos como chama de fogo (18): Jesus tem olhos poderosos e penetrantes (veja 1:14; Daniel 10:6).

Pés semelhantes ao bronze polido (18): Ele tem força para castigar e até esmagar os seus inimigos (veja 1:15; Daniel 10:6).


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Jesus conhecia e elogiava as qualidades boas da igreja em Tiatira (19):

● Obras/serviço/últimas obras mais numerosas do que as primeiras – A igreja em Tiatira era uma congregação ativa. Ao invés de esfriar, ela se tornou cada vez mais ativa no serviço a Deus. A fé que agrada a Deus é a fé ativa que se mostra pelas suas obras (Tiago 2:14-17). Os servos de Deus devem ser “sempre abundantes na obra do Senhor” (1 Coríntios 15:58), pois Deus nos criou para boas obras (Efésios 2:10).

● Amor – O princípio fundamental na vida do cristão (Mateus 22:37-40). Faltava amor em Éfeso (2:4), mas Jesus viu esta qualidade boa em Tiatira.

● Fé – Junto com as suas obras, os discípulos em Tiatira mostraram a sua fé. As pessoas podem ser identificadas conforme a sua fé. Há crentes e há incrédulos, e não pode existir comunhão entre os dois (2 Coríntios 6:14-15).

● Perseverança – O bom solo produz fruto com perseverança (Lucas 8:15), uma qualidade freqüentemente incluída nas características que definem os servos de Deus (Colossenses 1:11; 2 Timóteo 3:10; 2 Pedro 1:6). A tribulação produz perseverança (Romanos 5:3-4; Tiago 1:3-4,12).


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Jesus viu, também, problemas na igreja em Tiatira. Ele fez uma crítica severa:

Tenho, porém, contra ti... (20): O problema principal da igreja em Tiatira foi uma atitude tolerante em relação a uma falsa profetisa. É possível que a mulher realmente chamava-se Jezabel, mas é mais provável que Jesus tenha escolhido este nome por representar toda a maldade da mulher do rei Acabe no 9º século a.C. Ela teve uma influência terrível em Israel, conduzindo o povo à idolatria. A Jezabel de Tiatira agiu de maneira semelhante, seduzindo os cristãos às práticas de idolatria e prostituição (ou imoralidade sexual literal, ou impureza espiritual). Ela incentivou os servos de Deus a comerem coisas sacrificadas a ídolos, uma prática condenada que representa comunhão com os demônios (veja Atos 15:20,29; 1 Coríntios 10:20-22).

O problema da igreja foi a sua tolerância dessa falsa profetisa. O povo de Deus deve repreender e rejeitar falsos mestres (Efésios 5:11; Romanos 16:17-18; Gálatas 1:6-9; Tito 3:10-11). A igreja em Tiatira, possivelmente enfatizando o amor ao ponto de esquecer da pureza de doutrina, tolerava esta falsa mestra. Devemos sempre lembrar que a sabedoria de Deus é mais importante do que a paz com homens (Tiago 3:17; Mateus 10:34-38).

Dei-lhe tempo para que se arrependesse... (21): Jesus é longânimo e paciente (Romanos 2:4). Ele deu tempo suficiente para Jezabel se arrepender, mas ela não quis.

Eis que a prostro de cama...(22): Esta não é a cama da prostituição (ela já se deitava naquela cama de livre vontade), mas a cama de doença e sofrimento. Jesus forçaria esta mulher e seus cúmplices a se deitarem na cama de tribulação (veja Mateus 8:14; 9:2).

Matarei os seus filhos (23): Pode ser que ele se refere literalmente aos filhos da profetisa, mas a palavra “filho”, freqüentemente, se refere às pessoas que seguem o ensinamento ou o exemplo de alguém. Assim, os descendentes de Abraão são aqueles que praticam as mesmas obras (João 8:39) e os filhos do diabo são aqueles que imitam as obras dele (João 8:44). Da mesma maneira, é provável que os filhos de Jezabel sejam aqueles que seguem os ensinamentos e praticam as obras dela. Se não se arrependerem, Jesus mataria os malfeitores.

Todas as igrejas conhecerão... (23): O castigo divino tem vários propósitos. Um destes, obviamente, é o castigo dos culpados. Neste caso, Jesus prometeu matar as pessoas que praticaram a idolatria e a prostituição, caso não se arrependessem. Mas há um segundo motivo atrás deste castigo. A morte de alguns serviria de alerta para outros. As igrejas entenderiam que Jesus realmente sabe de tudo que acontece, e que ele julga retamente segundo as obras de cada um. Observamos a importância da disciplina divina para deter o pecado dos outros. Veja alguns exemplos: Acã (Josué 7; 22:20); Ananias e Safira (Atos 5:11); A correção pública de pecadores (1 Timóteo 5:20). Nós devemos aprender as lições dos pecados do passado, e considerar as conseqüências da desobediência.


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Na última parte desta carta, Jesus oferece encorajamento aos cristãos em Tiatira.

O encorajamento aos demais de Tiatira (24): Ele já falou sobre os filhos de Jezabel. Agora ele encoraja os outros, os discípulos fiéis que não aceitam a doutrina dela e não participam do conhecimento das “coisas profundas de Satanás”. Algumas pessoas não buscavam as “profundezas de Deus” (1 Coríntios 2:10) pois queriam conhecer as profundezas do diabo. Pode ser uma referência à busca de conhecimento profundo (mas não da revelação da palavra de Deus) típica dos gnósticos.

Outra carga não jogarei... (24-25): Manter a pureza no meio da influência negativa em Tiatira e sob pressão de falsos ensinamentos como o de Jezabel já seria difícil. Jesus não exigiria mais do que isso. Ele não permite que seus servos sejam tentados além de suas forças (1 Coríntios 10:13).

Ao vencedor (26): O vencedor é aquele que guarda as obras de Cristo até ao fim. Novamente, ele destaca a necessidade da perseverança, mesmo quando enfrentamos tribulações.

Autoridade sobre as nações (26-27): Os cristãos perseguidos foram vítimas da maldade dos homens poderosos deste mundo, até do poder do governo. Mas os vencedores dominariam sobre as nações com o poder do Ungido de Deus (compare a linguagem deste texto com Salmo 2:8-9). Jesus daria aos fiéis o privilégio de participarem deste vitorioso reino messiânico (veja 5:9-10; Romanos 5:17; Efésios 2:6).

A estrela da manhã (28): Jesus é a estrela da manhã (22:16; veja 2 Pedro 1:19). Qual maior recompensa para o vencedor do que chegar ao eterno dia iluminado para sempre pela luz de Jesus?

Quem tem ouvidos, ouça (29): Como nas outras cartas, Jesus encerra esta com um apelo aos ouvintes. Prestem atenção!

Conclusão

Jesus vê tudo e faz uma distinção absoluta entre os servos de Satanás e os servos fiéis do Senhor. Para os que insistem em servir ao diabo, ele promete tribulação e morte. Para os discípulos dele, ele promete o dia de sua presença e o privilégio de reinar com ele sobre os inimigos.



A Carta à Igreja em Sardes

Freqüentemente julgamos os outros pela aparência. Observamos o comportamento e tentamos entender os motivos. Jesus julga os corações. Ele vê o caráter verdadeiro de cada pessoa e de cada igreja. Quando enviou esta carta ao mensageiro da igreja em Sardes, ele contrariou a impressão popular dos discípulos. Apesar de ter a reputação de uma igreja forte e ativa, ele viu as falhas e sabia que aquela congregação já estava quase morta. Se não voltar a viver, seria tomada de surpresa, como se fosse por um ladrão.

Ao Anjo da Igreja em Sardes (Apocalipse 3:1-6)

A igreja em Sardes (1): A cidade antiga de Sardes, hoje apenas ruínas perto da atual vila de Sarte na Turquia, considerava-se impenetrável. Foi situada numa rota comercial importante no vale do Hermo, com a parte superior da cidade (a acrópole) quase 500 metros acima da planície, nos rochedos íngremes do vale. Era uma cidade próspera, em parte devido ao ouro encontrado no Pactolos, um ribeiro que passava pela cidade. A cidade antiga fazia parte do reino lídio. Pela produção de ouro, prata, pedras preciosas, lã, tecido, etc., se tornou próspera. Os lídios foram o primeiro povo antigo a cunhar regularmente moedas. Em 546 a.C., o rei lídio, Croeso, foi derrotado pelos persas (sob Ciro o Grande). Soldados persas observaram um soldado de Sardes descer os rochedos e, depois, subiram pelo mesmo caminho para tomar a cidade de surpresa durante a noite. Assim, a cidade inexpugnável caiu quando o inimigo chegou como ladrão na noite! Em 334 a.C., a cidade se rendeu a Alexandre o Grande. Em 214 a.C., caiu outra vez a Antíoco o Grande, o líder selêucido da Síria. Durante o período romano, pertencia à província da Ásia, mas nunca mais recuperou o seu prestígio. Era uma cidade com um passado glorioso e um presente de pouca importância em termos políticos e comerciais.

Aquele que tem os sete Espíritos de Deus (1): Sete representa a totalidade e a perfeição divina. Diante do trono de Deus, “ardem sete tochas de fogo, que são os sete Espíritos de Deus” (4:5). Os sete olhos do Cordeiro “são os sete Espíritos de Deus enviados por toda a terra” (5:6). Deus sabe tudo e vê tudo (veja 2 Crônicas 16:9). Nada em Sardes seria escondido de Jesus.

As sete estrelas (1): Jesus não somente vê, ele também controla. Ele segura os mensageiros das igrejas na sua mão direita (1:16,20). Pode ver, julgar e até castigar conforme a sua infinita sabedoria.

Conheço as tuas obras (1): Como nas outras cartas, aquele que estava no meio dos candeeiros conhecia perfeitamente as obras e os corações das igrejas.

Tens nome de que vives, e estás morto (1): Esta frase ilustra perfeitamente a diferença importante entre reputação e caráter. A reputação é a fama da pessoa, o que os outros acham que ela é. O caráter é a essência real da pessoa, o que realmente é. As outras pessoas podem ver somente por fora, mas Jesus vê o homem interior e sonda os corações. Ele não pode ser enganado por ninguém. A igreja de Sardes teve a reputação de ser ativa e viva, mas Jesus sabia que estava quase morta. Ele não fala de perseguição romana, nem de conflitos com falsos judeus. Não cita nenhum caso de falsos mestres seduzindo o povo ao pecado. Ele fala de uma igreja aparentemente em paz e tomada por indiferença e apatia. A boa fama não ocultou a verdadeira natureza desta congregação dos olhos do Senhor.

Sê vigilante (2): Por falta de cuidado, Sardes caiu aos seus inimigos em guerra. Espiritualmente, discípulos e igrejas caem por falta de vigilância. Muitas passagens no Novo Testamento frisam a importância da vigilância, pois o pecado nos ameaça (Mateus 26:41; 1 Pedro 5:8). Falsos mestres procuram devorar os fiéis (Atos 20:29-31). Não devemos descuidar, porque não sabemos a hora que o Senhor vem (Mateus 24:42,43; 25:13; Lucas 12:27-39; 1 Coríntios 16:13; 1 Tessalonicenses 5:6). O bom soldado toma a armadura de Deus e vigia constantemente com perseverança e oração (Efésios 6:18; Colossenses 4:2).

Consolida o resto que estava para morrer (2): Uma última tentativa de resgate (veja Judas 22-23). A igreja em Sardes estava quase morta, mas ainda houve uma esperança de salvar alguns, ou talvez até de reavivar a congregação.

Não tenho achado íntegras as tuas obras na presença do meu Deus (2): Para ter a reputação de ser uma igreja viva, parece que ainda havia alguma atividade em Sardes. O problema não foi a ausência total de obras, mas a falta de integridade delas. É possível defender a doutrina de Deus sem amar ao Senhor (2:2-4). É possível obedecer mandamentos de Deus sem inteireza de coração (2 Crônicas 25:2). É possível fazer coisas certas com motivos errados. Os homens podem ver as obras; Deus vê os corações, também.

Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, guarda-o e arrepende-te (3): Como a cidade de Sardes olhava para seu passado glorioso, a igreja precisava lembrar as grandes bênçãos recebidas e voltar a valorizar a sua comunhão especial com Deus. Se esquecermos da palavra de Deus e da salvação do pecado, facilmente cairemos no pecado (veja 2 Pedro 1:8-9). Para nos firmar na fé, temos que lembrar do que temos recebido. Não é por acaso que a Ceia do Senhor foi dada como a celebração central das reuniões dos cristãos. Quando lembramos da morte de Jesus, do sacrifício que ele fez por nós, ficamos mais firmes em nossos passos rumo ao céu (1 Coríntios 11:24-26). Mas não é suficiente lembrar das coisas que ouvimos; precisamos guardar as palavras do Senhor. O evangelho não é apenas para ouvir; é para ser obedecido (2 Tessalonicenses 1:8; 1 Pedro 4:17). No caso do povo desobediente de Sardes, teriam de se arrependerem para voltar às boas obras de obediência.

Porquanto, se não vigiares, virei como ladrão, e não conhecerás de modo algum em que hora virei contra ti (3): A figura de um ladrão encontrando pessoas despreparadas é comum nas Escrituras. Jesus empregou esta idéia várias vezes no seu trabalho entre os judeus (veja Mateus 24:43; Lucas 12:39) e os apóstolos imitaram este exemplo nas suas cartas (1 Tessalonicenses 5:2-4; 2 Pedro 3:10). No Apocalipse, Jesus prometeu vir como ladrão, encontrando despreparadas as pessoas que não vigiavam (16:15).

Poucas pessoas que não contaminaram as suas vestiduras (4): No meio de uma igreja quase morta, Jesus encontrou algumas pessoas fiéis! Este fato nos lembra de que o julgamento final será individual (veja 2:23; 22:12). Cada um receberá “segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo” (2 Coríntios 5:10). Embora as cartas fossem destinadas às sete igrejas, as mensagens precisavam ser aplicadas na vida de cada discípulo. A salvação não é coletiva; é individual. Ao mesmo tempo, não devemos interpretar este versículo para justificar tolerância de pecado aberto numa igreja. Pessoas que sabem do pecado e não agem para corrigí-lo não podem alegar ter vestiduras brancas, pois desobedecem a palavra de Deus (Gálatas 6:1-2; Mateus 18:15-17; Tiago 5:19-20; etc.). Não devemos ser participantes nem cúmplices nas obras das trevas (Efésios 5:7,11).

Andarão de branco junto comigo (4): Já andavam de vestidura branca, sem as manchas do pecado. Esperavam andar com Jesus de roupas brancas, representando a vitória final sobre o pecado. “Linho finíssimo, resplandecente e puro...são os atos de justiça dos santos” (19:8). É Deus quem nos aperfeiçoa e nos equipa para toda boa obra (2 Timóteo 3:16-17).

Pois são dignos (4): Estes fiéis são dignos, não por mérito próprio, mas por serem pessoas salvas pela graça, pessoas que andam nas boas obras determinadas por Deus (Efésios 2:8-10).

O vencedor ... vestiduras brancas (5): A mesma promessa feita aos puros em Sardes se aplica geralmente ao vencedor. Terá vestiduras brancas de pureza e vitória. As pessoas de vestiduras brancas participam da grande festa de louvor ao Cordeiro em 7:9.

De modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida (5): O "Livro da Vida" é mencionado várias vezes na Bíblia (veja 3:5; 13:8; 17:8; 20:12,15; 21:27; Filipenses 4:3). Paulo disse que as pessoas que cooperavam com ele no evangelho tinham seus nomes escritos no Livro da Vida (Filipenses 4:3). Jesus disse que os nomes dos vencedores que se mantêm puros não seriam apagados deste livro (3:5). Em contraste, os que rejeitam a palavra de Deus e servem falsos mestres não têm seus nomes escritos no Livro da Vida (13:7-8; 17:8). No julgamento descrito em 20:11-15, esses são condenados ao lago de fogo. Por outro lado, na cidade iluminada pela glória de Deus, somente entram aqueles cujos nomes são inscritos no Livro da Vida (21:27).

Confessarei o seu nome diante de meu Pai (5): Jesus prometeu confessar diante do Pai todo aquele que confessa o nome dele diante dos homens. Prometeu, também, negar os nomes daqueles que se envergonharem dele (Mateus 10:32-33; Marcos 8:38).

Quem tem ouvidos, ouça (6): Todos devem prestar atenção!

Conclusão

O processo de morte de uma igreja pode acontecer lentamente, passando quase despercebido. As próprias pessoas na congregação, como outras pessoas olhando de fora, podem achar que esteja tudo bem. Jesus, porém, julga os corações e conhece o estado verdadeiro de cada igreja e cada discípulo. Quando ele nos chama para ouvir, devemos prestar atenção!



A Carta à Igreja em Filadélfia

E ntre as sete cartas às igrejas no Apocalipse, encontramos duas que não contêm nenhuma crítica das igrejas: A carta à igreja em Esmirna, uma congregação pobre que enfrentava perseguição, e a carta à igreja em Filadélfia, uma congregação fraca e limitada, mas que dependia de Deus. Os homens tendem a medir força e qualidade em termos de tamanho, poder e riqueza. Jesus vê as igrejas de forma diferente. Independente de sucesso em termos que o mundo vê e mede, Jesus olha para o caráter e o coração de cada discípulo e de cada igreja. Ele sabe muito bem quem pertence a ele.

Ao Anjo da Igreja em Filadélfia (3:7-13)

A igreja em Filadélfia (7): As únicas referências bíblicas a Filadélfia se encontram no Apocalipse (1:11; 3:7). A cidade de Filadélfia gozava uma localização estratégica de acesso entre os países antigos de Frígia, Lídia e Mísia. Foi fundada pelo rei de Pérgamo, Atalo, cerca de 140 a.C. Ele foi conhecido por sua lealdade ao seu irmão, assim dando origem ao nome da cidade (Filadélfia significa amor fraternal). A região produzia uvas e o povo especialmente honrava Dionísio, o deus grego do vinho. A cidade servia como base para a divulgação do helenismo às regiões de Lídia e Frígia. Foi localizada num vale no caminho entre Pérgamo e Laodicéia. Filadélfia foi destruída por um terremoto em 17 d.C. e reconstruída pelo imperador Tibério. Em alguns momentos de sua história, a cidade recebeu nomes mostrando uma relação especial ao governo romano. Depois de ser reconstruída, foi chamada brevemente de Neocesaréia. Durante o reinado de Vespasiano, foi também chamada de Flávia (nome da mulher dele, e a forma feminina de um dos nomes dele). Atualmente, a cidade de Alasehir fica no mesmo lugar, construída sobre as ruínas de Filadélfia.

Estas coisas diz o santo, o verdadeiro (7): Nesta carta, Jesus não empregou as descrições do capítulo 1 para se identificar. Ele afirma ser o santo e o verdadeiro. São características divinas (6:10). A santidade é uma das qualidades principais de Deus (veja 4:8; Isaías 6:3). Ninguém é igual ao Santo Deus (Isaías 40:25). A palavra “verdadeiro” é usada freqüentemente no Novo Testamento, e especialmente nos livros de João, em referência a Deus (Pai e Filho). Veja João 3:33; 7:28; 8:26; 17:3; 1 João 5:20; Apocalipse 3:7; 6:10; 19:11; Romanos 3:4; 1 Tessalonicenses 1:9. Enfatiza a sinceridade dele, em contraste com a falsidade dos judeus em Filadélfia.

Aquele que tem a chave de Davi, que abre, e ninguém fechará, e que fecha, e ninguém abrirá (7): Esta linguagem vem de Isaías 22:20-24, onde a autoridade sobre Jerusalém e sobre Judá é transferida a Eliaquim. A chave representa autoridade e poder. Jesus, como descendente real de Davi, controla o acesso ao reino de Deus. Ele abre, e ninguém é capaz de fechar. Ele fecha, e ninguém consegue abrir.

Conheço as tuas obras (8): Como afirmam todas as cartas, Jesus conhece de primeira mão as obras dos cristãos em Filadélfia.

Tenho posto diante de ti uma porta aberta, a qual ninguém pode fechar (8): Antes de falar sobre as obras deles, Jesus já oferece encorajamento a esses discípulos. Mesmo sendo servos fiéis, eles sentiram fracos e, talvez, incapazes de cumprir bem seus deveres ao Senhor. Jesus queria assegurá-los de sua fidelidade para com os seus servos.

Portas abertas representam acesso e oportunidades. Deus abre a porta da fé quando oferece o evangelho aos homens (Atos 14:27), assim lhes dando acesso à comunhão com ele. Abre portas de trabalho para seus servos divulgarem a palavra (1 Coríntios 16:9; 2 Coríntios 2:12; Colossenses 4:3). Aqui ele não fala especificamente da natureza das oportunidades dadas aos discípulos em Filadélfia, mas garante que as portas ficariam abertas. Hoje, quando Deus abre portas de oportunidade para nós, devemos aproveitá-las (Tiago 4:17).

Que tens pouca força (8): Fraqueza nem sempre sugere pecado. Jesus não condena esta igreja por nenhum erro, mas diz que ela tinha pouca força. Pode ser que fossem poucos em número, ou de outra maneira limitados em capacidade. Quando reconhecemos as nossas próprias limitações e fraquezas, devemos confiar mais em Deus e depender de sua força (2 Coríntios 12:9-10). Como Eliseu venceu os siros pelo poder de Deus (veja 2 Reis 6:16-17), os fiéis em Filadélfia teriam sua vitória pela força de Jesus.

Entretanto, guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome (8): Apesar de suas limitações, a igreja em Filadélfia se mantinha fiel. Guardava a palavra de Jesus. Ele veio ao mundo e revelou a sua palavra, que nos julgará no último dia (João 12:48-50). Esta nova aliança entrou em vigor após a morte de Jesus (Hebreus 9:15-17; 8:6-13). Devemos obedecer a perfeita lei da liberdade que Jesus nos deu (Tiago 1:25). Eles defendiam o nome de Jesus e não o negaram.

A sinagoga de Satanás (9): Havia uma sinagoga de Satanás, uma congregação de falsos judeus, também em Esmirna (2:9). Sabemos do livro de Atos que as primeiras perseguições da igreja, tanto em Jerusalém como na Ásia, foram feitas por judeus. A igreja em Filadélfia sofreu por causa desses falsos judeus.

Eis que os farei vir e prostrar-se aos teus pés e conhecer que eu te amei (9): Apesar de serem fracos, os discípulos em Filadélfia ficariam do lado do vencedor. Seriam exaltados acima dos seus inimigos (veja Isaías 60:14). Os servos fiéis e vitoriosos podem reinar com Cristo sobre as nações (20:4; 2:26-27), mas a glória e a adoração ainda pertencem totalmente ao Senhor. Esta honra serviria de prova do amor de Jesus para com os seus seguidores. Os falsos judeus os odiavam, mas o Senhor e Cristo os amava!

Porque guardaste a palavra da minha perseverança (10): Não desistiram!

Eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra (10): Os discípulos em Filadélfia seriam guardados num período de provação que afligiria o mundo. Pode ser uma referência à perseguição que começou no reinado de Domiciano e que causou terrível sofrimento e a morte de centenas de milhares de pessoas. Independente da natureza específica desta provação, Jesus prometeu proteção (mas não isenção de sofrimento) aos fiéis em Filadélfia. Ainda precisariam conservar o que tinham (3:11).

Venho sem demora (11): A vinda de Jesus traria alívio para os servos que sofriam pelo nome dele, e castigo terrível para os perseguidores e imundos. Para a maioria em Sardes, seria um dia de angústia (3:3). Para os cristãos em Filadélfia, seria um dia de alívio.

Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa (11): Depois de tudo que Jesus fez e prometeu, os cristãos em Filadélfia ainda teriam que fazer a sua parte. Ainda enfrentariam tentações e correriam o risco de perder tudo que haviam alcançado. Mesmo os servos mais fiéis precisam vigiar e permanecer fiéis até o fim.

Ao vencedor, fá-lo-ei coluna no santuário do meu Deus (12): As colunas de Filadélfia racharam e caíram no terremoto algumas décadas antes, mas as colunas no verdadeiro templo de Deus jamais seriam destruídas. Estas não são de pedra; são colunas vivas e firmes. Jesus não fala somente de líderes nas igrejas (veja Gálatas 2:9), mas de todos os vencedores fiéis. Os discípulos do Senhor são, ao mesmo tempo, pedras vivas e sacerdotes (1 Pedro 2:5-9).

Daí jamais sairá (12): Os vencedores permanecerão no templo para sempre. Gozarão comunhão eterna com Deus.

Gravarei...sobre ele (12): Várias descrições mostram a posição privilegiada do vencedor. Nomes gravados sugerem posse. O vencedor pertence a Deus. Ele faz parte do “povo de propriedade exclusiva de Deus” (1 Pedro 2:9). Ele também pertence à cidade de Deus, a nova Jerusalém. A nova Jerusalém é a noiva de Cristo (21:2). O vencedor faz parte da noiva, da igreja que pertence somente a Jesus. Ele recebe, também, o nome de Cristo. Jesus confessará abertamente os nomes dos seus servos (Mateus 10:32).

Quem tem ouvidos...ouça (13): Jesus viria logo para castigar e salvar. É importante ouvir a sua mensagem e estar preparado.

Conclusão

Como identificar uma igreja boa? Seria a maior? A mais ativa? A mais conhecida? A mais rica? Certamente Jesus julga por critério diferente do nosso. Ele pode ver uma igreja pobre ou fraca como uma congregação fiel, dedicada e perseverante. Ao invés de tentar impressionar os homens, devemos nos dedicar ao desenvolvimento do caráter que agrada a Deus.



A Carta à Igreja em Laodicéia

O vale de Lico, na Ásia Menor, tinha três cidades principais: Colossos, conhecida por suas fontes de água fria, Hierápolis, conhecida por suas fontes de águas termais, e Laodicéia, conhecida por sua igreja morna, que causou enjôo no seu Senhor, Jesus Cristo.

Ao Anjo da Igreja em Laodicéia (3:14-22)

A igreja em Laodicéia (14): A igreja em Laodicéia é citada no Apocalipse (aqui e em 1:11) e na carta de Paulo aos colossenses (4:13-16). As cidades de Laodicéia, Colossos e Hierápolis (veja Colossenses 4:13) ficavam no vale do rio Lico. Laodicéia situava-se no local da cidade moderna de Denizli, Turquia, no cruzamento de estradas principais da Ásia Menor. Antigamente, a água da cidade vinha via aquedutos das fontes termais ao sul da cidade. Até chegar em Laodicéia, a água ficava morna. A qualidade dela não era boa, e a cidade ganhou a reputação de ter água não potável. Ao engolir esta água, muitas pessoas vomitavam. Semelhantemente, Jesus sentiu vontade de vomitar de sua boca a igreja de Laodicéia (3:15-16).

Outras características de Laodicéia servem como base para a linguagem desta carta. Foi conhecida como um centro bancário (3:17-18). A região produzia lã preta (3:18) e um tipo de colírio para os olhos (3:19).

O Amém (14): Esta palavra vem de origem hebraica. No começo de uma afirmação significa “certamente” ou “verdadeiramente”. No fim, pode ser entendida como “que seja assim”. Jesus é a palavra final, a autoridade absoluta.

A testemunha fiel e verdadeira (14): Quase a mesma descrição encontrada em 1:5. Jesus traz o verdadeiro testemunho sobre seu Pai e a vontade dele para com os homens. Ele fala a verdade em cada promessa e cada advertência que vem da sua boca.

O princípio da criação de Deus (14): Esta expressão admite duas interpretações. Dependemos de informações de outros trechos bíblicos para escolher o sentido correto. A frase em si pode ser entendida no sentido passivo (o primeiro criado por Deus), ou no sentido ativo (a origem ou a fonte da criação). A diferença é óbvia e enorme. Jesus é uma criatura ou o eterno Criador? Ele foi feito por Deus ou é Deus? A resposta vem de outras passagens. Jesus é eterno (João 1:1; Apocalipse 1:18), o primeiro e o último (Apocalipse 1:17). Ele é Deus conosco (Mateus 1:23), o verdadeiro Deus que se fez carne (João 1:14). Ele é o “Eu Sou” (João 8:24,58; veja Êxodo 3:14), o soberano “Senhor dos senhores e o Rei dos reis” (Apocalipse 17:14). Jesus não foi criado. Ele não veio a existir. Ele é eterno. Ele é Deus. Quem não aceitar este fato morrerá no seu pecado (João 8:24).

Conheço as tuas obras (15): Como fez com todas as igrejas destes dois capítulos, Jesus expressa o seu conhecimento íntimo da igreja em Laodicéia. Ele anda no meio dos candeeiros (1:13,20; 2:1).

Que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente! (15): As águas termais de Hierápolis ajudavam no tratamento de alguns problemas de saúde. As águas frias de Colossos eram boas para beber. Mas as águas mornas de Laodicéia basicamente não serviam para nada; só davam ânsia de vômito!

Assim...estou a ponto de vomitar-te da minha boca (16): Jesus olhou para a igreja de Laodicéia, contente no seu estado de auto-suficiência e falsa confiança, e sentiu vontade de expulsá-la de sua presença.

Pois dizes (17): As afirmações da própria igreja de Laodicéia não refletiam o verdadeiro estado dela. É fácil dizer que está tudo bem na vida espiritual de uma igreja ou de uma pessoa, mas Jesus sabe a verdade. Ele vê as obras e sonda os corações. A igreja de Laodicéia mentia para si mesma, mas Jesus não foi enganado!

Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu (17): O orgulho dos discípulos de Laodicéia os cegou ao ponto de não enxergarem os seus problemas. Eles se achavam fortes e independentes, mas Jesus viu o estado real de uma igreja fraca, cega e infrutífera. A cidade de Laodicéia sofreu um terremoto em 60 d.C. e foi reedificada com recursos próprios, sem auxílio do governo romano. Parece que a igreja sentia a mesma atitude de auto-suficiência, perigosíssima num rebanho de ovelhas que precisa seguir o seu Bom Pastor! Numa cidade conhecida por tratamentos de olhos, a igreja se tornou cega e não procurou o tratamento do Grande Médico. Precisavam da humildade dos publicanos e pecadores (Lucas 5:31-32). Numa cidade que produzia roupas de lã, a igreja andava nua, sem a vestimenta de justiça oferecida por seu Senhor (2 Coríntios 5:3; Colossenses 3:9-10).

Aconselho-te (18): Jesus não elogiou a igreja em Laodicéia, mas ofereceu conselho para guiá-la de volta à comunhão íntima com ele. Sugeriu três coisas necessárias para a igreja:

1. Comprar de Cristo ouro refinado. A verdadeira riqueza é espiritual, e vem exclusivamente de Deus. Ele oferece o ouro puro, refinado pelo fogo.

2. Comprar do Senhor vestiduras brancas. É Deus quem lava os nossos pecados e nos veste de pureza e de atos de justiça (3:4; 19:8).

3. Comprar de Jesus colírio para os olhos. Somente Jesus pode curar a cegueira espiritual que aflige os orgulhosos e auto-suficientes. Foi exatamente o mesmo problema que Jesus criticou nos fariseus (Mateus 15:14; 23:25-26). É o mesmo problema de qualquer um que esquece da importância do sacrifício de Jesus e começa a confiar em si mesmo (2 Pedro 1:9).

Eu repreendo e disciplino a quantos amo (19): A correção que vem de Deus é uma manifestação do seu amor (Hebreus 12:4-11). Quando Deus nos corrige, devemos aceitar a disciplina como ele deseja, para o nosso próprio bem. Ele quer nos conduzir ao arrependimento e à plena comunhão com ele. A disciplina aplicada pelos servos de Deus deve, também, ser motivada pelo amor (Hebreus 12:12-13). Esta atitude deve guiar os pais que corrigem os seus filhos (Provérbios 13:24), e os cristãos que corrigem os seus irmãos na fé (Tiago 5:19-20; 2 Coríntios 2:5-8).

Sê, pois, zeloso e arrepende-te (19): A solução ao problema dos discípulos em Laodicéia não seria meramente algumas mudanças externas. Precisavam do zelo para com Deus para se arrependerem.

Eis que estou à porta e bato (20): Jesus pôs uma porta aberta diante da igreja de Filadélfia (3:7), mas a igreja de Laodicéia colocou uma porta fechada diante de Jesus! Ele bate, mas não força ninguém a abrir a porta. Ele chama, mas depende dos ouvintes atender à voz dele. Este versículo reforça o entendimento do livre arbítrio do homem. Jesus oferece a salvação a todos, mas cada pessoa toma a sua própria decisão.

Entrarei ... e cearei (20): Ambas as figuras, aqui, representam a comunhão com Cristo. Ele entra na casa e habita naqueles que obedecem a palavra dele (João 14:23). Cear com alguém sugere uma relação especial de estar de acordo ou em comunhão (1 Coríntios 10:21; 5:11). É um privilégio especial comer à mesa do rei (2 Samuel 19:28). Não há privilégio maior do que a bênção de cear com o Rei dos reis!

Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono (21): Os vencedores terão o privilégio de reinar com Cristo (veja 2:26-27; 20:4). Tal honra não seria para os orgulhosos e auto-suficientes, mas para os humildes e obedientes. Jesus foi obediente ao Pai aqui na terra para ser exaltado ao lado dele no céu (Filipenses 2:8-9). Somente os obedientes serão exaltados com Cristo.

Quem tem ouvidos... (22): Jesus bate e chama. Cabe ao homem ouvir e atender a sua voz!

Conclusão

Na carta à igreja em Laodicéia, Jesus não citou nenhuma doutrina errada e nenhum pecado de imoralidade. Ele não condenou a igreja por práticas idólatras. Esta igreja, que se achava rica e forte, foi criticada por seu orgulho e auto-suficiência. Exaltou-se, ao invés de se humilhar diante do Senhor dos senhores.


Pastor Iloir Silva
pr.iloir@yahoo.com.br